Por: SECOM/PMNF - FERNANDO MOREIRA

24/03/2025

17:02:34

PROGRAMA DE CONTROLE DA TUBERCULOSE TRAZ ORIENTAÇÕES NO MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO À DOENÇA

PROGRAMA DE CONTROLE DA TUBERCULOSE TRAZ ORIENTAÇÕES NO MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO À DOENÇA
Ao longo de todo este mês de março, a Prefeitura de Nova Friburgo, por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, está promovendo a campanha do Ministério da Saúde para conscientização da população no combate à tuberculose, através do Programa Municipal de Controle da Tuberculose.

Atualmente, Nova Friburgo possui cerca de 30 pacientes em acompanhamento da doença. Diante disso, o Programa Municipal de Controle de Tuberculose, em parceria com a Área Técnica de Educação Permanente da Subsecretaria de Atenção Básica, irá promover uma capacitação para médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais de saúde que atuam em toda a rede de saúde do município, a fim de ampliar o diagnóstico e tratamento da doença.

Diante de um sinal ou sintoma suspeito da tuberculose, o indicado é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação inicial. Caso seja necessário, a pessoa será encaminhada ao Programa Municipal de Controle de Tuberculose, que funciona na Policlínica Centro de Saúde Sílvio Henrique Braune, sala 43, no Suspiro.

Todos os anos, a doença afeta milhões de pessoas, causando um impacto devastador ao redor do mundo. Apesar de ser prevenível e curável, continua sendo uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo.

Segundo o Relatório Global sobre Tuberculose 2024, da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 10,8 milhões de pessoas tiveram a doença e 1,25 milhão morreram em decorrência da tuberculose, incluindo 161 mil pessoas vivendo com HIV. Desde 2000, os esforços globais de enfrentamento à tuberculose ajudaram a salvar cerca de 79 milhões de vidas.

O que é Tuberculose

A Tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo Bacilo de Koch. A transmissão ocorre pelo ar e atinge, principalmente, os pulmões, mas pode atingir outras partes do corpo, como pleura, gânglios, meninge, rins, intestino, pele e ossos. Quando uma pessoa doente espirra, tosse e fala, ela solta as bactérias no ar, que podem ser respiradas por outras pessoas. O diagnóstico deve ser realizado o mais rápido possível, logo nos primeiros sinais e sintomas da doença, que são:

    • tosse por três semanas ou mais,
    • febre baixa ao final do dia,
    • cansaço,
    • falta de apetite,
    • suor noturno,
    • às vezes, escarro com sangue
    • emagrecimento.

A doença tem cura e o tratamento é gratuito, mas não pode ser interrompido. Se não for tratada precocemente, pode levar à morte. O tratamento, via oral com a associação de quatro medicamentos, é realizado nos serviços de saúde da rede municipal, gratuitamente e sem necessidade de internação. A duração do tratamento leva cerca de seis meses, dependendo da forma clínica da doença. Após as primeiras doses o paciente já não transmite mais a doença.

O diagnóstico é feito por um clínico geral ou pneumologista, através de exame do escarro, raio-x ou tomografia de tórax. É importante que as pessoas que residem com o paciente também procurem atendimento médico, pois têm mais risco de adoecer.

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