Por: COMUNICAÇÃO PROJETO ALBATROZ - 16/04/2026 15:54:20
Nas tardes deste sábado e domingo, os visitantes poderão aprender sobre espécies vegetais típicas da restinga, saberes indígenas e arte ao ar livre
O Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, preparou uma programação especial para este fim de semana, 18 e 19 de abril, com atividades voltadas à educação ambiental, à valorização da flora nativa, da arte-educação e dos conhecimentos tradicionais. As ações, pensadas especialmente para o Dia da Botânica e o Dia dos Povos Indígenas, convidam o público a observar, aprender e interagir com espécies vegetais da restinga e com plantas utilizadas historicamente por povos originários, conectando a conservação marinha aos saberes tradicionais do território.
No sábado, das 15h às 17h, acontece o Dia de Plantar, com foco em uma única espécie: a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) nativa do Brasil, que cresce facilmente nos jardins e restingas, funcionando muitas vezes como cerca viva. Com alto teor proteico, é muito usada na culinária e em preparos medicinais. A proposta da atividade é colocar a mão na massa e aproximar os visitantes da biodiversidade encontrada na Região dos Lagos, mostrando como esses ambientes abrigam espécies de valor ecológico e alimentar.
Já no domingo, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, os visitantes poderão participar de um Aulão de Desenho e Ilustração Botânica e de Paisagem, com início às 15h. A atividade acontecerá ao ar livre, unindo contemplação, arte e aprendizado. Os participantes vão conhecer e desenhar plantas utilizadas pelos povos indígenas, enquanto aprendem fatos curiosos sobre essas espécies e seus usos tradicionais. Durante todo o fim de semana, o Centro Informativo terá um espaço de exibição de exemplares de plantas nativas usadas por povos indígenas, para que os monitores tenham um momento de troca com o público, apresentando as espécies e detalhando sua importância cultural e histórica.
De acordo com Thaís Lopes, coordenadora de educação ambiental do Projeto Albatroz, a programação especial voltada ao Dia da Botânica e ao Dia dos Povos Indígenas foi pensada para que o público conheça a importância de proteger as espécies vegetais costeiras para a conservação marinha. “Ao proteger as espécies nativas da restinga da nossa região, também protegemos toda a biodiversidade que depende desse ambiente, incluindo aves, insetos e outros organismos que usam esse ecossistema como abrigo e área de alimentação", afirma. "Conhecer e valorizar essas plantas fortalece a educação ambiental e mostra como a conservação dos ecossistemas costeiros é fundamental para a saúde do oceano”.
Centro de Visitação do Projeto Albatroz
Para além das atividades artísticas e educativas, o Projeto Albatroz também conta com uma série de atrações de envolvem o público na temática da conservação oceânica, biologia e pesca, com espaços lúdicos que contam a história da instituição, a Trilha do Mangue, Calçada dos Ecossistemas, Espaço Oceano e Espaço Albatroz. Localizado às margens da Lagoa de Araruama, o local é cercado de natureza e ainda permite descobrir a grande diversidade de aves que se alimentam no local a partir de um deck de observação.
Endereço: Av. Wilson Mendes, s/n, Porto do Carro, Cabo Frio (RJ).
Horário de funcionamento: quinta e sexta-feira das 10h às 18h, finais de semana e feriados das 14h às 18h. Bilheteria fecha às 17h.
Ingressos: R$15 (inteira), R$7 (meia-entrada). Conheça as condições para meia-entrada e gratuidade neste link.
Sobre o Projeto Albatroz
Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras desde 2006. O Projeto, nascido em Santos (SP), no ano de 1990, é coordenado pelo Instituto Albatroz – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o poder público, instituições de ensino, empresas pesqueiras e pescadores, desenvolvendo pesquisas científicas para subsidiar políticas públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da conservação dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.
Atualmente, o Projeto Albatroz mantém bases de pesquisa em quatro estados brasileiros e, em 2023, inaugurou seu primeiro Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha em Cabo Frio (RJ), com exposições, trilhas autoguiadas, ponto para observação de aves e realização de atividades de educação ambiental em uma das regiões com maior ocorrência de albatrozes e petréis da costa brasileira. O Instituto Albatroz, que realiza o Projeto Albatroz, também executa o Programa de Monitoramento de Praias (PMP) em um trecho de 54 km, em diversas praias das cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, na Região dos Lagos.
O Projeto Albatroz estima que cerca de 300 mil aves marinhas sejam capturadas incidentalmente pela pesca de espinhel todos os anos no mundo, sendo 30 a 40 mil albatrozes e petréis. Para diminuir esse número, a instituição participa ativamente de órgãos e planos nacionais e internacionais como o Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), Plano Nacional de Conservação de Albatrozes e Petréis (PLANACAP), Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), entre outros, compartilhando pesquisas e desenvolvendo estratégias de conservação.
Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br