Por: VIVIANN BARCELOS - 22/10/2026 12:16:49
Atividade na Escola Municipal Alfredo Castro reuniu estudantes do 7º ano em conversas sobre prevenção, pressão social e escolhas
Falar sobre o uso de álcool e outras drogas exige mais do que informação: é preciso criar um ambiente em que adolescentes se sintam seguros para expressar dúvidas, compartilhar experiências e refletir sobre situações que fazem parte de sua realidade. Essa foi a proposta de mais uma oficina do projeto “Escolhas que Protegem”, realizada nesta quarta-feira (21), na Escola Municipal Alfredo Castro, no Jardim Excelsior, em Cabo Frio.
A atividade reuniu alunos do 7º ano em dinâmicas e conversas conduzidas pela equipe da Superintendência de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
Durante o encontro, os estudantes foram convidados a refletir sobre situações relacionadas ao uso de drogas, à influência dos grupos e às decisões tomadas na adolescência.
Segundo a superintendente de Políticas Públicas de Prevenção às Drogas, Kely Soares, a participação dos adolescentes marcou a atividade. Ela destacou a maturidade da turma e a maneira como os estudantes conseguiram se expressar durante a conversa.
“Foi uma das escolas com a turma mais madura que tivemos. Dois alunos levantaram a mão e falaram de vivências bem sérias, conseguiram se expressar e colocar para fora o que estavam vivendo. É muito importante ter esse espaço de escuta”, relata Kely.
Experiência de vida como ferramenta de prevenção
Um dos diferenciais do projeto é a participação do orientador social Pablo Bessa, que compartilha com os adolescentes sua própria trajetória de superação. Depois de passar 15 anos fazendo uso de drogas, ele está há 20 anos sem consumir essas substâncias e hoje atua na área social, além de ser fisioterapeuta formado.
Para Kely, o relato pessoal ajuda a aproximar a discussão da realidade dos estudantes, mostrando tanto as circunstâncias que podem levar alguém ao consumo quanto os desafios enfrentados para interromper esse ciclo.
“Ele conta como foi fácil entrar e como foi muito difícil sair. Fala de toda a experiência dele com muita emoção, e isso faz diferença”, explica a superintendente.
A proposta do “Escolhas que Protegem” é trabalhar a prevenção de forma participativa, sem se limitar à transmissão de informações. Ao combinar atividades interativas, diálogo e experiências reais, o projeto busca estimular escolhas conscientes e ampliar a compreensão dos adolescentes sobre os riscos associados ao uso de álcool e outras drogas.
A receptividade da comunidade escolar também abriu caminho para novas atividades na unidade. De acordo com Kely, a direção e os professores avaliaram positivamente o encontro, e a diretora solicitou o retorno da equipe para uma oficina com as turmas do 9º ano.
A iniciativa segue percorrendo escolas municipais de Cabo Frio, fortalecendo o diálogo entre as políticas públicas de prevenção, a educação e os estudantes.