Por: VICTOR MAYRINK - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO MINISTÉRIO DO TURISMO - 14/10/2026 16:44:50
Com cerca de 100 quilômetros, a rota contorna a ilha, passa por dezenas de praias e oferece contato direto com a cultura caiçara e a Mata Atlântica
O litoral sul do estado do Rio de Janeiro guarda uma das principais rotas de ecoturismo do país. Mais conhecida como Costa Verde, a região une municípios como Mangaratiba, Paraty e a própria Ilha Grande. Com cerca de 100 quilômetros de extensão, a trilha tem início e fim na Vila do Abraão, o principal núcleo urbano da ilha. - Foto: Destinos MTur
A caminhada costuma ser feita em uma média de sete dias, mas o viajante pode adaptar o roteiro para concluir o trajeto em um período que varia de cinco a quinze dias. O trajeto pode ser percorrido o ano todo, mas os meses de maio a setembro formam o período mais indicado para a viagem, já que apresentam temperaturas amenas e menos chuva.
O percurso é orientado por uma sinalização nas cores amarela e preta, padrão da Rede Brasileira de Trilhas. A marca da rota traz o desenho do Pico do Papagaio, um dos atrativos mais conhecidos da ilha, junto às ondas do mar da baía. O trajeto liga quatro áreas protegidas: o Parque Estadual da Ilha Grande, a Área de Proteção Ambiental de Tamoios, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro e a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul.
A rota exige caminhadas diárias de 10 a 16 quilômetros. Durante o trajeto, o visitante passa por florestas, manguezais, restingas e dezenas de praias, como Lopes Mendes, Aventureiro, Dois Rios, Parnaioca e Caxadaço. O roteiro também permite acessar atrativos naturais como a Gruta do Acaiá e o próprio Pico do Papagaio.
O caminho cruza locais que, no passado, serviram de rota alternativa do ouro e abrigaram piratas. O visitante também encontra vestígios da época imperial e as ruínas do Instituto Penal Cândido Mendes, presídio desativado em 1994. Entre as construções históricas do roteiro, destacam-se ainda o antigo Lazareto e o Aqueduto.
Apoio
Um dos diferenciais da Volta da Ilha Grande é sua infraestrutura. O viajante não precisa carregar barracas ou grande quantidade de alimentos na mochila. A trilha conecta diversas comunidades litorâneas, onde os moradores oferecem serviços de hospedagem, alimentação e transporte marítimo.
O turismo gera renda direta para as famílias que vivem no arquipélago, formadas por caiçaras, pescadores, descendentes de imigrantes japoneses e ex-funcionários do antigo presídio. O consumo desses serviços locais fortalece a economia da ilha e gera uma troca cultural direta entre os visitantes e a população.
Como chegar
O acesso principal para a Ilha Grande é feito a partir do centro da cidade de Angra dos Reis. Na estação de embarque, o turista encontra duas opções de transporte até a Vila do Abraão.
A primeira são as embarcações rápidas, operadas por empresas privadas, que fazem a travessia em cerca de 40 minutos, com saídas frequentes ao longo do dia. A segunda opção é a barca tradicional, um transporte mais econômico, que leva cerca de uma hora e meia e possui apenas um horário de partida por dia.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.