Por: FIRJAN - ASSESSORIA DE IMPRENSA - 21/09/2026 11:07:05

DIGITECH FIRJAN SENAI REÚNE EMPRESAS E ÓRGÃOS PÚBLICOS PARA O MAIOR EXERCÍCIO DE CIBERSEGURANÇA DO HEMISFÉRIO SUL

Encontro vai simular ataques e defesas de sistemas em setores estratégicos para o estado do Rio como segurança, transporte, saúde e indústrias do mercado de Óleo e Gás

Image

O Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações (Digitech) da Firjan SENAI recebe a partir desta segunda-feira (de 21 a 25 de setembro) o maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul. O encontro vai reunir cerca de 20 empresas fluminenses e órgãos públicos de setores estratégicos do estado do Rio – como segurança, transporte e indústrias do mercado de Óleo e Gás –, em simulações de ataque e defesa de sistemas, tendo em vista que o Rio é o terceiro estado do país com mais ocorrências de crimes cibernéticos, segundo informações da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). - Equipes vão simular defesa de sistemas estratégicos para a estado do Rio. Foto: Vinícius Magalhães

“Sediar o Guardião Cibernético no DigiTech Firjan SENAI reforça o papel da Firjan de antecipar desafios e apoiar a indústria fluminense em temas decisivos para sua competitividade e segurança. Somos referência em Tecnologia da Informação e Comunicação e temos uma estrutura preparada para reunir empresas, poder público e especialistas em um exercício de grande complexidade. Ao promover iniciativas como esta, aproximamos as indústrias de conhecimento, tecnologia e experiências práticas que contribuem para fortalecer sua capacidade de prevenção e resposta diante de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas”, destacou Alexandre Reis, diretor-executivo Operacional do Sistema Firjan e diretor-executivo SESI SENAI.

Participam do encontro empresas como Light e MetrôRio e indústrias das áreas de Óleo e Gás, segurança de dados e siderurgia, além de outros órgãos públicos como Detran e Ministério da Saúde. Promovido pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro em parceira com a Firjan SENAI, a iniciativa busca testar a capacidade de reação dos sistemas em setores estratégicos para o estado do Rio. O Exercício Guardião Cibernético 8.0 acontece simultaneamente também em Brasília (DF), Manaus (AM), Belém (PA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

Inaugurado em dezembro do ano passado, o DigiTech Firjan SENAI foi escolhido como sede por se tratar do maior e mais moderno polo de formação tecnológica do estado do Rio, com capacidade para formar mais de 9 mil profissionais por ano. O espaço conta com uma arena exclusiva de Cibersegurança, na qual equipes se debruçam em torno de um telão com um mapa-múndi que registra simulações de ataques e defesas de sistemas. A unidade, que tem mais de 2.500 metros quadrados, tem ainda ambientes de inteligência artificial e desenvolvedores de sistemas e cursos com certificações de gigantes como Google e Microsoft, além de um computador quântico educacional, o primeiro do tipo no estado e mais moderno do país.

Como será o exercício


As equipes enfrentarão cenários de ataques cibernéticos em ambientes virtuais que reproduzem sistemas semelhantes aos utilizados no dia a dia das organizações. O exercício busca fortalecer a resiliência nacional diante de ataques cibernéticos complexos e coordenados, permite testar e validar planos de contingência, desenvolver soluções inovadoras prevenindo impactos sociais, ambientais, econômicos, políticos e à segurança do Estado.

Por meio de simulações construtivas e virtuais, o Guardião Cibernético promoverá a integração das Forças Armadas, órgãos governamentais, órgãos reguladores e operadores de infraestruturas críticas de setores estratégicos, como águas, energia, telecomunicações, finanças e instituições parceiras. O evento reunirá mais de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 13 nações amigas. A atividade é de responsabilidade do Ministério da Defesa, coordenada e organizada pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), em conjunto com a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira.

Maior laboratório farmacêutico oficial do Brasil, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ao Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) participa do evento a fim de incrementar cada vez mais suas medidas de segurança. "A cibersegurança é cada vez mais importante para instituições que prestam serviços essenciais à sociedade. Participar de um exercício como o Guardião Cibernético contribui para a qualificação das equipes, para a troca de experiências com especialistas e para o aprimoramento da prevenção e da resposta a incidentes. Essa preparação é fundamental para reduzir riscos como indisponibilidade de sistemas, perda de informações e interrupção de serviços, fortalecendo a segurança e a continuidade das operações", afirma Alessandro Borba, Coordenador de Infraestrutura de TI de Farmanguinhos/Fiocruz.

Crimes cibernéticos cresceram 95% em cinco anos

Segundo dados da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Brasil registrou um aumento de 95% de crimes cibernéticos em cinco anos (2021-2025) – um a cada 1,2 dia (total de 1.508). O problema atinge cidadãos e empresas de todos os portes e setores, vítimas de crimes que incluem desde o envio de vírus ao roubo de documentos e sequestro de dados – este último, disparado, o mais registrado (456). Em 2025 houve um recorde nos registros de crimes cibernéticos (362) - quase um por dia. O ranking (2021-2025) é liderado por São Paulo (513), seguido do DF (220) e Rio (139).

Outros estudos apontam para um problema ainda mais grave. O Brasil concentrou metade (47%) de todos os ataques na América Latina em 2024, segundo relatórios de empresas como IBM e CrowdStrike, empresa especializada em Cibersegurança, que apontou um tempo médio de 29 minutos para criminosos invadirem sistemas - embora haja registros de apenas 27 segundos. Um exemplo dos riscos para a soberania nacional aconteceu no ano passado, quando dois jovens com um notebook desviaram R$ 800 milhões do Banco Central, o maior assalto da história do Brasil.