Por: VICTOR MAYRINK - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TURISMO - 01/08/2026 06:49:06

TRILHA NO CORAÇÃO DO BRASIL UNE A ARQUITETURA MODERNISTA DE BRASÍLIA À NATUREZA SELVAGEM DO CERRADO

Com cerca de 400 km de extensão, a rota atravessa sete Unidades de Conservação e pode ser percorrida de três formas: a pé, de bicicleta ou a cavalo

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Explorar o coração do Brasil ao percorrer caminhos que conectam cachoeiras, a vegetação preservada do Cerrado, marcos históricos e a arquitetura modernista da capital federal é a proposta dos Caminhos do Planalto Central. Com cerca de 400 km de extensão, a rota atravessa sete Unidades de Conservação e pode ser percorrida de três formas: a pé, de bicicleta ou a cavalo. - Foto: Divulgação/CPC

A rota começa em Brazlândia, no Distrito Federal, e se estende até Formosa, em Goiás. Os caminhos são formados por arcos que partem de dois pontos de enorme importância ambiental e histórica: a Floresta Nacional de Brasília (Flona) e a Pedra Fundamental, no Morro do Centenário. Em suas extremidades, a trilha se conecta ao Caminho dos Goyazes, tanto a leste (na Lagoa Feia, em Formosa-GO) quanto a oeste (na Barragem do Descoberto, em Águas Lindas-GO).

Durante as jornadas é possível contemplar a biodiversidade do Cerrado, visitar picos e grutas, tomar banho de cachoeira e até conhecer museus. Ao longo do caminho, o viajante ainda passa por águas que alimentam as bacias do Tocantins/Araguaia, do Rio São Francisco e do Rio do Prata.

Nos Caminhos do Planalto Central, a "pegada" (sinalização) que guia os viajantes traz em seu centro a Torre de TV Digital. Conhecida como “A Flor do Cerrado”, o monumento é um dos grandes símbolos de Brasília. Por ser alta e imponente, a torre pode ser avistada de diversas posições ao longo da trilha, servindo como um ponto de referência para os aventureiros.

Escolha seu caminho


Nos Caminhos do Planalto Central, o trilheiro tem a liberdade de escolher o tipo de experiência que mais combina com seu perfil. O roteiro é dividido em três arcos principais:

Arco Brasília (cerca de 90 km): Com um viés cívico, histórico e cultural, este percurso tem como principal atrativo o Eixo Monumental. Nele, o visitante tem contato direto com o traçado urbano singular de Brasília, passando por seus monumentos, palácios, obras de arte e mirantes que fazem da cidade um Patrimônio Cultural da Humanidade.

Arco Cafuringa (cerca de 150 km):
Com foco na cultura rural, religiosa e histórica, este trecho conecta várias unidades de conservação (como a nova área do Parque Nacional de Brasília, a Estação Ecológica de Águas Emendadas e o Parque Sucupira). É uma imersão na história da ocupação do território, ligando o Santuário Menino Jesus, em Brazlândia, ao Morro da Capelinha, em Planaltina.

Arco (Trilha) União (cerca de 90 km):
Para quem busca uma conexão mais interior, a Trilha União oferece espaços para vivências espirituais, contatos com manifestações culturais diversas e a gastronomia rural ao longo do caminho.

Como chegar


O acesso aos pontos de partida do roteiro é facilitado pela infraestrutura da capital federal:

Sentido Oeste-Leste (Início em Brazlândia-DF): É muito simples chegar ao ponto de partida usando o transporte rodoviário público de Brasília. Ônibus partem regularmente da Rodoviária do Plano Piloto, bem no centro da cidade.

Sentido Leste-Oeste (Início em Formosa-GO): Se sua escolha for fazer o caminho inverso, começando por Goiás, basta usar o transporte rodoviário interestadual, que sai da Rodoviária Interestadual de Brasília.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC), totalizando mais de 25.000 km de trilhas planejadas. Cada uma é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela e pode personalizar sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas. Porém, ela não se resume apenas a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como por exemplo, cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.