Por: PAULA WINTER - BR4 ASSESSORIA - 10/07/2026 17:02:03

DOENÇAS OCULARES PODEM EVOLUIR POR ANOS SEM APRESENTAR SINTOMAS

No Dia da Saúde Ocular, especialista alerta para doenças que podem evoluir silenciosamente e reforça a importância dos exames periódicos para prevenir a perda da visão

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A maioria das pessoas procura um oftalmologista apenas quando percebe alguma dificuldade para enxergar. - Dra Raquel Canelhas

O problema é que diversas doenças oculares podem evoluir por anos sem provocar qualquer sintoma. Quando os primeiros sinais aparecem, parte da visão já pode ter sido comprometida de forma permanente.
O alerta ganha ainda mais destaque no Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo apresentam algum grau de comprometimento da visão. Em pelo menos 1 bilhão desses casos, a perda visual poderia ter sido prevenida ou ainda não recebeu o tratamento necessário.

De acordo com a oftalmologista Raquel Canelhas, cooperada da Unimed Serrana RJ, esse é um dos maiores desafios da especialidade.
"Nem toda doença ocular apresenta sintomas no início. Esse é um dos maiores erros que vemos no consultório. Muitas doenças oculares, como o glaucoma, podem evoluir por anos sem causar sintomas. Quando a pessoa percebe que está enxergando pior, parte da visão já foi perdida e, em alguns casos, essa perda é irreversível. A consulta preventiva permite diagnosticar alterações precocemente, iniciar o tratamento na hora certa e preservar a visão por muito mais tempo", explica.

Apesar de algumas doenças evoluírem de forma silenciosa, determinados sinais exigem avaliação médica imediata.
"Visão embaçada, diminuição súbita da visão, dor nos olhos, vermelhidão persistente que não melhora, flashes de luz e aumento repentino das famosas moscas volantes nunca devem ser ignorados. Qualquer alteração importante da visão merece avaliação o quanto antes", alerta.

Além das consultas periódicas, alguns hábitos fazem diferença na preservação da saúde ocular. Entre eles estão manter uma alimentação equilibrada e colorida, controlar doenças como diabetes e hipertensão, usar óculos de sol com proteção contra os raios ultravioleta, evitar o cigarro e nunca utilizar colírios sem orientação médica.

O uso prolongado de celulares, computadores e tablets também merece atenção. Embora as telas não provoquem doenças oculares permanentes, elas podem causar desconfortos importantes no dia a dia.
"As telas não causam, por si só, doenças oculares permanentes, mas o uso excessivo pode provocar cansaço visual, ressecamento dos olhos, dor de cabeça e dificuldade para focar. Isso acontece porque piscamos menos quando estamos concentrados nelas", explica a médica.

Para minimizar esses sintomas, a especialista recomenda medidas simples, como seguir a regra 20-20-20, ou seja, a cada 20 minutos em frente às telas, olhar para um ponto distante durante cerca de 20 segundos.

Também é importante manter uma distância adequada do monitor, ajustar o brilho dos aparelhos, lembrar de piscar com frequência e, quando necessário, utilizar lubrificantes oculares prescritos pelo oftalmologista.
"São cuidados simples que trazem muito conforto no dia a dia. Mais importante do que esperar os sintomas aparecerem é manter o acompanhamento oftalmológico periódico, porque ele permite identificar doenças antes que causem perda da visão", conclui.

Sobre a fonte:
Dra. Raquel Canelhas é médica oftalmologista – cooperada da Unimed Serrana RJ (CRM 5290547-0 | RQE: 22340).
@raquelcanelhas