Por: PAULA WINTER - BR4 ASSESSORIA - 19/06/2026 12:40:26
Especialista explica como diferenciar sintomas alérgicos de infecções virais e orienta sobre os cuidados e prevenção durante a estação mais fria do ano
A chegada do inverno, no dia 21 de junho, marca também o início de um período de maior incidência de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas, o ar seco, a permanência em ambientes fechados e a maior circulação de vírus favorecem tanto as infecções respiratórias quanto o agravamento de alergias como rinite e asma.
A nova estação coincide este ano com a Semana Mundial de Alergia, promovida pela World Allergy Organization (WAO) entre os dias 21 e 27 de junho. Em 2026, a campanha tem como tema "Cuidado com Alergia é Cuidado Essencial", reforçando a importância da conscientização, prevenção e tratamento adequado das doenças alérgicas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial apresenta algum tipo de alergia, percentual que pode chegar a 50% até 2050.
De acordo com a médica alergista e imunologista Fernanda Barros, da Unimed Serrana RJ, uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes é como diferenciar uma crise alérgica de uma infecção viral.
"Os quadros infecciosos normalmente estão associados a mal-estar, febre, dor de cabeça e dor de garganta. Já nos quadros alérgicos, observamos principalmente coriza, espirros, coceira no nariz, coceira na garganta e, em alguns casos, tosse", explica.
A especialista destaca que alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir os sintomas durante a estação mais fria do ano. Entre eles estão a lavagem de cobertores, mantas e agasalhos que ficaram guardados por longos períodos, a manutenção dos ambientes ventilados e o uso de soro fisiológico para higienização das narinas.
"Também é fundamental manter a vacinação de toda a família em dia. Essa é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de infecções respiratórias tão frequentes nesta época do ano", orienta.
Outro ponto importante é evitar a circulação de crianças com sintomas virais em ambientes coletivos. "Quando a criança apresenta sintomas de infecção respiratória, o ideal é permanecer em casa para evitar a transmissão para colegas, professores e familiares", acrescenta.
Fernanda Barros lembra ainda que os tratamentos para doenças alérgicas evoluíram significativamente nos últimos anos, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes.
"Hoje contamos com medicamentos eficazes e com poucos ou nenhum efeito colateral. Manter o tratamento em dia com o alergista, pneumologista, clínico ou pediatra ajuda a prevenir complicações, infecções e até internações. O cuidado com as alergias é fundamental durante todo o ano, mas especialmente no inverno, quando os sintomas tendem a se intensificar", conclui.
Sobre a fonte:
Dra. Fernanda Barros é médica alergista e imunologista da Unimed Serrana RJ (CRM 52-829560).