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Introdução da Matéria
O projeto Elas Constroem foi iniciado nesta segunda-feira (8/9), na escola Firjan SENAI Niterói. Desenvolvida em parceria com Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), SENAI, Sinduscon-Rio e Seconci, a iniciativa visa capacitar 25 mulheres para atuar no setor. Com o curso de Pedreiro de Acabamento e Execução de Revestimento de Argamassa, a proposta é oferecer formação técnica gratuita e fomentar a empregabilidade na Construção Civil.
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O Elas Constroem está presente em 12 cidades brasileiras e conta com o apoio de lideranças femininas.
“O objetivo é preparar as mulheres para o mercado e inseri-las no mercado formal”
, destacou Ana Cláudia Pontes, presidente da comissão de Responsabilidade Social da CBIC. O evento de abertura do projeto contou com a presença das alunas, futuras profissionais da Construção Civil, que por três meses serão preparadas para atuarem em etapas finais de obras, com o aperfeiçoamento de técnicas de revestimentos.
"Parabenizo as mulheres que decidiram participar do curso. É um ótimo momento para trabalhar na construção civil e construir carreira"
, destacou o vice-presidente do Sinduscon-Rio, Gustavo Corbelli, representando o presidente da entidade, Claudio Hermolin As palestras ministradas na aula inaugural promoveram troca de experiência com profissionais do mercado. A
mestre de obras Márcia Cristina Santos da Silva, de 56 anos, abordou os desafios deste mercado de trabalho. “O nosso diferencial é o estudo. É cada vez mais importante as mulheres buscarem aperfeiçoamento, pois esse setor está em constante atualização. O conhecimento é fundamental para conquistar uma colocação nessa área em que encontramos muito preconceito”
, destacou Márcia Cristina, que teve a influência do pai na escolha profissional. Aos 30 anos, Alessandra João Barbosa é uma das alunas da primeira turma. Moradora do bairro Santa Rosa, em Niterói, encontrou no projeto uma oportunidade de se aperfeiçoar. Mãe de quatro filhos, ela busca formação profissional para ampliar as oportunidades de trabalho.
“Sempre quis estudar arquitetura ou urbanismo. Esse curso é um recomeço, vai ajudar a me reencontrar como pessoa, como mulher e profissional. É uma chance para evoluir”,
ressaltou a aluna, que atualmente trabalha de forma autônoma na confeitaria. O projeto reúne diversas histórias como a de Alessandra, de mulheres que buscam autonomia e preparo para atuar na indústria.
“Em um cenário de escassez de mão de obra, essa iniciativa valoriza um público com grande potencial de contribuição, agregando qualidade, comprometimento e diversidade às equipes. Mais do que uma ação social, o projeto representa uma estratégia inteligente para o fortalecimento e modernização do setor”,
destacou Onésimo Lopes do Carmo, analista técnico de Educação da Firjan SENAI.
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