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Introdução da Matéria
Quem acompanha esta Coluna já deve ter percebido que gosto de comentar as letras de algumas canções. Em Chuvas de Verão, fiquei encantado com uma tomada de decisão muito difícil descrita de maneira intensamente inspirada. - No detalhe: Fernando Lobo
Texto
Negrito
Itálico
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Durante muito tempo atribui a autoria da letra a Caetano Veloso, mas sempre achei que não combinava muito com o perfil do famoso baiano, que na época que fez sucesso interpretando a canção ainda era muito jovem. Recentemente resolvi aprender a letra e descobri que a canção foi composta por Fernando Lobo, pai do “erudito” compositor Edu Lobo. A canção trata de uma relação desgastada em que o amor não mais existe: “Podemos ser amigos simplesmente / Coisas do amor nunca mais / Amores do passado no presente / Repetem velhos temas tão banais” O anúncio da decisão é doloroso e sempre se paga um preço pelo ato. Entretanto, uma relação tóxica não deve perdurar: “Ressentimentos passam como o vento / São coisas de momento / São chuvas de verão / Trazer uma aflição dentro do peito / É dar vida a um defeito / Que se cura com a razão” Com maturidade e equilíbrio, ciente da necessidade de romper uma relação que não tem mais nenhum futuro, fica clara a consistência da decisão: “Estranha no meu peito / Estranha na minh'alma / Agora eu vivo em calma / Não te desejo mais”. Quem já passou por isso se identifica com o contexto do ocorrido. Ninguém entra numa relação amorosa premeditando o fim. Lamentavelmente, os desencontros vão corroendo a emoção e abrem espaço para que a razão prevaleça.
Chuvas de Verão
Fernando Lobo
Podemos ser amigos simplesmente Coisas do amor nunca mais Amores do passado no presente Repetem velhos temas tão banais Ressentimentos passam como o vento São coisas de momento São chuvas de verão Trazer uma aflição dentro do peito É dar vida a um defeito Que se cura com a razão Estranha no meu peito Estranha na minh'alma Agora eu vivo em calma Não te desejo mais Podemos ser amigos simplesmente Amigos, simplesmente, nada mais
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