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Introdução da Matéria
Para o presidente do Centro Cultural Teuto Friburguense, Edmilson Lima Schineid, é grande a representatividade de Nova Friburgo na imigração germânica. Ele ressalta que “A influência positiva do povo alemão no caminho da prosperidade friburguense é de gra
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Austríacos, espanhóis, húngaros, italianos, japoneses, libaneses, portugueses, nação pan-africana e suíços, cada um desses povos, a sua maneira, participou do desenvolvimento da “princesinha da serra”. É notória a presença de países colonizadores em Nova Friburgo, entretanto, as comemorações do bicentenário da imigração alemã para Nova Friburgo devem evidenciar os significativos avanços obtidos a partir do projeto de desenvolvimento implantado pelo povo germânico no município. A chegada dos primeiros alemães em 3 de maio de 1824 foi a culminância de uma empreitada que envolveu colonos e soldados, atendendo necessidades e interesses não só da colonização de Nova Friburgo, como da nação no tocante a defesa de suas fronteiras, pois a importação de militares contribuiu para a formação do exército brasileiro. A primeira imigração alemã no Brasil foi feita através dos navios Argus e Caroline e os imigrantes recém chegados a Nova Friburgo ficaram acampados, durante alguns meses, onde atualmente está localizada a Praça Marcílio Dias, no Paissandu. É importante destacar que, em função de suas crenças, foi erguido o primeiro templo da Igreja Luterana - não só da cidade como de toda a América Latina - quebrando a hegemonia da igreja católica no país. Além disso, foi inaugurado o cemitério dos alemães, fato que marcou definitivamente a presença teutônica na história friburguense. O primeiro movimento migratório já atestaria a participação desse povo empreendedor nos primórdios do desenvolvimento friburguense, mas a permanência alemã, desde 1824, serviu para atrair um novo fluxo que foi determinante para dar início ao processo desenvolvimentista do município, que ocorreria no início do século XX. A chegada da energia elétrica em 1911 - que permitiu a instalação de um parque industrial - viabilizou a inauguração da Rendas Arp, Ypu, HAK, Filó e Ferragens Haga, fábricas que passaram a ditar o ritmo do progresso friburguense, gerando emprego, renda e qualificação profissional. A partir daí, outras empresas alemãs foram integradas ao dia a dia de uma cidade que já era influenciada não só na economia, mas em diversos outros aspectos pela cultura germânica. Para a implantação das empresas foi necessária a vinda de inúmeros especialistas para Nova Friburgo, em função do moderno maquinário utilizado no ramo têxtil. A complexidade do manuseio e o processo de manutenção dos equipamentos exigia também a presença de técnicos altamente qualificados, fazendo aumentar ainda mais a quantidade de alemães na cidade. Poucos sabem, mas por ter sido o bairro preferido pelos novos moradores da cidade, Mury quase teve seu nome alterado para Germânia, em função de tantos alemães ali residentes.
Curiosidades
A história da presença alemã no município é cercada de curiosidades. Por exemplo, foi Albano Beauclair, um descendente de imigrantes alemães, quem instalou no ano de 1893 uma cervejaria em Nova Friburgo. A Friburgo Brau, podia ser degustada na Cervejaria Beauclair e até mesmo em um biergarten às margens do Rio Santo Antônio. Outro fato pitoresco ocorreu em função da demora dos políticos da época em liberar a chegada da energia elétrica a cidade. O povo friburguense estava impaciente com a situação e, apesar do notório perfil pacato e ordeiro, protagonizou a violenta e histórica “Noite da Quebra dos Lampiões”, que resultou na criação da Companhia de Energia Elétrica de Nova Friburgo.
Reconhecimento
Com um legado que se estende a várias áreas, os alemães precisam ser reverenciados pelo que contribuíram não só para o desenvolvimento e progresso, como também para cultura, saúde, educação, política... enfim para o verdadeiro aprimoramento do povo friburguense. Um brinde aos alemães!
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