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Introdução da Matéria
Segundo a saudosa cantora Nana Caymmi, “Resposta ao Tempo” foi composta sob demanda para a gravação de um álbum que acabou levando o nome da canção. Resposta ao Tempo, gravado em 1998, foi um sucesso e garantiu o primeiro Disco de Ouro da carreira de Nana. A música foi escolhida como tema da famosa mini série Hilda Furacão, uma obra que obteve o status de campeã de audiência na Globo.
Texto
Negrito
Itálico
Link
Composta ao violão por Cristovão Bastos, a melodia foi apresentada a cantora e encaminhada ao poeta Aldyr Blanc para que ele colocasse a letra. Diante da demora, Nana pressionou tanto o compositor que – segundo ela – inspirado pela situação, criou essa canção memorável que tem como mote o tempo. Quem lê minha Coluna, sabe do apreço que tenho por letras de músicas. Gosto muito de praticar “interpretação de texto” buscando o entendimento das mensagens contidas em cada canção. Em Resposta ao Tempo, primeiramente fiquei impressionado com a beleza da composição. Não era pra menos. A parceria de Aldyr com o pianista e arranjador Cristovão Bastos resultou em um clássico da MPB. Outro aspecto marcante dessa verdadeira obra-prima é o diálogo surreal com o tempo. Com quase 70 anos, sei muito bem ‘’QUEM” é o tempo, afinal convivo com ele há aproximadamente 7 décadas. Seguindo em frente impassível, frio e determinante para nossa existência, o tempo passa e as coisas vão acontecendo. Ele nunca para, não se envolve com nada e, principalmente, em hipótese nenhuma volta atrás.
Gosto muito da versão gravada por Aldyr Blanc tendo Cristovão Bastos ao piano
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RESPOSTA AO TEMPO
Batidas na porta da frente É o tempo Eu bebo um pouquinho pra ter Argumento Mas fico sem jeito, calado, ele ri E ele zomba do quanto eu chorei Porque sabe passar E eu não sei Num dia azul de verão Sinto o vento Há folhas no meu coração É o tempo Recordo um amor que perdi Ele ri, diz que somos iguais Se eu notei Pois não sabe ficar, eu também não sei E gira em volta de mim Sussurra que apaga os caminhos Que amores terminam no escuro Sozinhos Respondo que ele aprisiona, eu liberto Que ele adormece as paixões, eu desperto E o tempo se rói com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Pra tentar reviver No fundo, é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso, ele não vai poder Me esquecer Respondo que ele aprisiona, eu liberto Que ele adormece as paixões, eu desperto E o tempo se rói com inveja de mim Me vigia querendo aprender Como eu morro de amor Pra tentar reviver No fundo, é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso e ele não vai poder Me esquecer No fundo é uma eterna criança Que não soube amadurecer Eu posso e ele não vai poder Me esquecer
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