Home
Banners
Matérias
Colunistas
Vídeos
Usuários
Backup
Sair
Cadastrar Materia
Repostar
Imagem Principal
Importar Imagem Principal
Titulo
Subtitulo
Tipo Matéria
Selecione o Tipo de Matéria
Matéria Jornalística
Matéria Paga (Especial)
Matéria Relacionada a Imóveis
Coluna
Categoria Especial
Selecione uma Categoria Especial
Onde Dormir
Onde Comer
Onde Ir
Onde Comprar
Coluna
Selecione um Colunista
Cachaceiro, Sim!
Desenvolvimento Integral
Pet Ideal
Alma de Poeta
O Crítico da Vida
Autor
Tema
Introdução da Matéria
Talvez o motivo tenha sido a brisa que mexeu com a moita de bambu e ocultou a única luzinha que podia ser vista daqui; ou este estupefaciente céu que faz lembrar um ditado de velhos marinheiros: "Céu sem nuvens e estrelas em brilho; Verás que a tormenta te põe num sarilho."
Texto
Negrito
Itálico
Link
Ou ainda, sei lá, pode ser porque eu tivesse recordado uns versos em espanhol: ¿" Qué es poesia? - dices mientras clavas em mi pupila tu pupila azul. ¿Qué es poesia? ¿Y tu me lo preguntas? Poesia..¡¿ Eres tu! Não sei o que foi... Sei apenas que pensei nos olhos de Silvia. Que não eram azuis, mas castanhos, claros, transparentes. Não desses castanho-claros como os dos lobos, mas um suave castanho brilhante, quase cinza. Era tão bonito o olhar além da cor! Quando ela me olhava, ainda que rapidamente, dava vontade de não mais tirar os olhos. Aquela luz no castanho parecia dizer: — Venha! Há vida, há futuro, há amor! Vejo os olhos de Silvia sorrindo. Um sorriso de quem ama a vida e gosta da luz que faz estreitar as pupilas. Silvia... Nunca fomos além dos olhos. Ela nunca me disse "Venha!". Ficaram dois olhares, palavras meigas, uma energia boa e um convite docemente negado: — Não posso... tenho namorado. E depois só restou o ronco da moto. Silvia era uma amazona, intrépida e veloz. Felizmente, guardei os olhos de Sílvia e a mensagem presente em sua luz. Sob este céu, com a brisa mansa que mexe e farfalha o bambuzal, envolto pela soledade e pelo silêncio de monastério deste lugar, penso na vida e a sinto plena, percebo que tenho muitas coisas. Tenho os olhos de Sílvia. E ocorre-me que tenho outros olhos, outras luzes que estreitam minhas pupilas, clareiam meus pensamentos, enriquecem cada minuto com tantos conhecimentos, tantos assuntos. São luzes de pessoas, de amigos e de amores, dos lugares por onde passei e vivi e sonhei, das aventuras, das leituras, de saberes, de feitos e façanhas de todos os tempos. Tenho luzes! Por isso, não estou só, não sinto a solidão monacal que me rodeia, pois o meu interior é iluminado. Há quem nenhuma luz possui nenhum olhar possui. Há quem só respira. Há quem precise de lâmpadas, de faróis, de motores e de ruídos. Olho para o céu, aprecio as estrelas que guardam todas as luzes porque tudo viram e tudo sabem; ouço a brisa perfumada pelo bambuzal confidenciar-me velhos segredos aos ouvidos; e, no silêncio, recordo inesquecíveis silêncios que marcaram a minha vida. Silêncios entre dois olhares, silêncios do depois... E penso nos ternos olhos de Sílvia que nunca me disseram: - Venha!
Validade da Matéria -
em meses
Publicar
Destaque
Card de Serviço
Cadastrar