08/10/2020 - 14h51min - Autor: Ayrton Dias

VIAJANDO COM SEU PET - DICAS IMPORTANTES

VIAJANDO COM SEU PET - DICAS IMPORTANTES

Considerando que muitos querem viajar com seus animais de estimação, é importante entender os riscos que eles correm em uma viagem, desde se perder dos donos até serem agressivos com pessoas na rua. Assim, preparar-se corretamente para viajar acompanhado deles é crucial para não ter dor de cabeça na hora de relaxar e se divertir.

Viajar com o pet no Brasil ainda não é muito simples. Poucos meios de hospedagem aceitam essa demanda e os que trabalham no segmento têm regras muito bem definidas para que o espaço dos outros hóspedes seja respeitado. Alguns cuidados básicos podem evitar problemas de última hora. A bagagem do cão, por exemplo, deve ser composta de guia e coleira e ração específica do seu bichinho em quantidade adequada para os dias de férias, pois não se deve contar com a possibilidade de encontrá-la no destino. Potes para água/comida e outros utensílios como toalhas e a “caminha” também não devem ser esquecidos. Antes de viajar consulte um veterinário para que a medicação preventiva, vacinas e vermífugos estejam em dia, não se esquecendo de solicitar medicamentos básicos para caso ocorra alguma emergência.

Transporte

O trânsito de cães e gatos fica dispensado da exigência da Guia de Trânsito Animal (GTA), para demais pets é bom se informar. Para seguir viagem, os animais deverão estar acompanhados de atestado sanitário emitido por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da respectiva Unidade Federativa de origem, comprovando a saúde dos mesmos e o atendimento às medidas definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública, com destaque para a comprovação de imunização anti-rábica.

 Para viagens internacionais, deve haver um Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura. O CZI pode ser retirado no aeroporto, antes do embarque, ou na sede do Ministério da Agricultura de cada Estado. A validade é de oito dias. Confira as políticas de quarentena do país de destino antes de embarcar. Os países que têm restrições mais severas são a Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Os cães e gatos são confinados no aeroporto e liberados só depois do período de quarentena, que pode variar de 1 a 6 meses! 

         A maioria das empresas de ônibus aceita cães e gatos de pequeno porte, desde que eles tenham a documentação necessária e viajem em caixas adequadas, normalmente no bagageiro, para não incomodar os outros passageiros. Certifique-se das condições antes de adquirir a passagem.   Se a opção for pela viagem de carro, é fundamental que o cão seja transportado em caixas apropriadas. No máximo é possível transportar um cão no banco de trás do veículo e para essa opção é recomendado que seja usado um cinto de segurança adequado Essas recomendações atendem às normas estabelecidas pelo Novo Código Brasileiro de Trânsito que prevê multas e perda de pontos na carteira de habilitação caso essas normas sejam desrespeitas. 

        Escolha os horários menos quentes para viajar e tenha em mente que serão necessárias paradas para hidratação e para que o animal faça suas necessidades fisiológicas. O local das paradas deve ser bem escolhido. Pare apenas em postos de gasolina e/ou postos rodoviários e evite parar no acostamento porque o movimento dos carros pode assustá-lo. 

        É preferível não alimentar o pet antes de sair para viajar. Prefira oferecer alimentos e petiscos após o término da viagem, garantindo assim que ele não enjoe no caminho. Se não for possível, ofereça a comida em menor quantidade e aproveite alguma das paradas no meio do caminho para ir completando a ração. Se você notar que durante a viagem seu amiguinho está enjoado, o melhor é suspender completamente a alimentação. 

        Se o percurso for feito de avião, além do atestado de saúde- que poderá ser fornecido pelo seu veterinário- é fundamental que a reserva seja feita com antecedência porque as empresas aéreas possuem um limite para o transporte de animais em cada voo. Algumas empresas aceitam transportar os pequenos na cabine junto com o dono. Animais maiores viajam no compartimento de bagagem e o peso é cobrado como excesso de bagagem. Algumas empresas aéreas exigem que o animal seja sedado antes do voo. Consulte seu veterinário para que ele informe a dose de tranquilizante necessária.

Hospedagem 

No Brasil ainda são poucos os hotéis que aceitam gatos e cães como hóspedes. A reserva deve ser feita com antecedência e, acima de tudo, a boa educação do animal é a garantia de férias bem curtidas. 

Algumas dicas de bom comportamento em hotéis:  

        Nunca deixe seu cão destruir coisas no apartamento. Lembre-se que a boa impressão pode abrir portas para outros pets e uma temporada desastrosa pode fechá-las. Cães devem sempre ser conduzidos com guia e coleira, respeitando sempre os outros hóspedes, que podem simplesmente não gostar deles. Se o pet ficar no quarto, leve-o para fazer suas necessidades em local previamente combinado com a gerência e recolha suas fezes. 

        Procure evitar que bichinho arranje brigas com outros animais do local. Nunca perca seu pet de vista, se ele levar um coice, por exemplo, pode simplesmente arruinar seus planos de férias. Os animais “do local” devem ser respeitados, pois eles estão na própria casa e o seu é apenas um visitante. 

Outros cuidados: 

         -Prefira sempre passear com seu pet em horários menos movimentados. 

         -Não leve seu cão à praia. É contra  a lei e você ainda corre o risco de ser multado ou entrar em brigas com outros usuários da praia. 

         -Identifique seu pet com nome e telefone. Ele pode se perder! 

         -Durante os passeios, leve sempre saquinhos para recolher as fezes dele. 

         -Acima de tudo, é importante lembrar que nem todo mundo adora animais e que mesmo quem gosta pode não querer brincar com o seu. Evitando confusões, você ajuda que outros bichinhos sejam bem recebidos nos destinos. 

Acessos a locais públicos

A presença e/ou permanência de animais em locais públicos como shopping centers, parques, restaurantes, praças, transportes coletivos, clubes, praias etc...depende de regulamentação municipal e, portanto, varia de cidade para cidade. O ideal é que o dono de animais se informe sobre o assunto na Secretaria de Saúde da sua cidade. O conhecimento de leis é muito importante, mas o bom senso ainda é o melhor conselheiro e deve ser seguido por quem ama seu animal, luta pelos seus direitos e quer ser um cidadão responsável e consciente de suas obrigações. Um papagaio, por exemplo, pode incomodar mais do que um cachorro! Nesse caso, o próprio dono deve tomar providências por uma questão de respeito e cidadania, e não esperar por processos judiciais. Se o cão usar o passeio público como banheiro, o dono deve limpar mas, infelizmente, isso nem sempre acontece, resultando em um total desrespeito a questões de higiene, limpeza e saúde pública.

Em locais de comércio, nos quais não haja manipulação de alimentos ou remédios, a entrada e permanência de animais ficam a critério do proprietário do estabelecimento. Em locais nos quais há a manipulação de remédios ou alimentos e caso o proprietário aceite a entrada e permanência de animais é necessário que haja um local específico para que o animal esteja acomodado e de acordo com as normas da vigilância sanitária.

Acredita-se que naturalmente ocorra uma maior adequação dos estabelecimentos para atender ao grande público que gosta de viajar em companhia de seu animal de estimação. O mercado pet vem movimentando a economia mundial com o aparecimento de produtos e serviços cada vez mais específico para esse segmento. A tendência é de que haja no setor turístico um aumento em investimentos para atender a crescente demanda de pessoas que têm seus bichinhos como verdadeiras pessoas da família e os educam para conviverem em harmonia com outros seres em locais públicos!

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