31/07/2020 - 08h45min - Autor: Chico Vellozo

Amizade e pandemia

Amizade e pandemia

Talvez tenha sido o momento mais emblemático das nossas vidas e nele percebemos a força dos laços afetivos. O isolamento social tornou o dia a dia angustiante para a maioria de nós e durante o afastamento compulsório percebemos quem realmente faz parte do seleto grupo de pessoas que, verdadeiramente, podemos chamar de amigos

Mensagens, telefonemas e até "encontros furtivos" foram fundamentais para manter nossa higidez mental. Sentimos saudade uns dos outros e fizemos questão de manter a comunicação acentuando a importância desses vínculos em nossa existência.

Um ermitão é capaz de viver em isolamento, mas nós precisamos do carinho daqueles que escolhemos para ser "cúmplices" dos nossos momentos mais marcantes. Até estando distanciados, vivenciamos instantes únicos em divertidas conversas, mesmo quando fomos massacrados pela mídia que insistiu em propagar o verdadeiro caos.

O momento atual é de flexibilização e aproxima-se a hora de estarmos juntos, sem culpa. Evidentemente com todo o cuidado, pois o vírus ainda está circulando e jamais vamos querer expor as pessoas queridas a um contágio. Durante a pandemia desenvolvemos a empatia, aprimorando a capacidade de nos colocar no lugar do outro e, ao incorporarmos isso, sem dúvida nos tornaremos amigos ainda melhores.

“Amigo é coisa para se guardar. No lado esquerdo do peito. Mesmo que o tempo e a distância digam ‘não’. ”Esse trecho da Canção da América sintetiza o que representa a amizade. Sou grato por poder contar com amigos e feliz por poder desfrutar de tantos momentos felizes ao lado de pessoas tão queridas, mesmo em situações extremamente críticas!

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