07/08/2019 - 14h45min - Autor: Ricardo Silva de Souza

RESÍDUO ELETRÔNICO: Mostre-me teu lixo que revelarei quem és!

RESÍDUO ELETRÔNICO: Mostre-me teu lixo que revelarei quem és!

Desde que os primeiros ancestrais humanos se aventuraram na colossal epopeia em busca de novos territórios que lhes melhor proporcionassem condições de sobrevivência e desenvolvimento, o problema da geração de resíduos também se instalou, sem que tivéssemos condições de resolvê-lo.

Atualmente, junto com os resíduos sólidos ou lixo comum inerentes à vida humana, convivemos, também, com o resíduo tecnológico, eletrônico ou e-resíduo decorrente do avanço das novas tecnologias.  O curioso é que mesmo as sociedades atuais menos favorecidas em aspectos básicos de recursos econômicos, também são consumidoras vorazes dos novos dispositivos eletrônicos de comunicação e lazer, fazendo com que a adequada disposição desses resíduos, após sua breve vida útil, se transforme num crescente problema de saúde ambiental global.

Segundo dados do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, em média, um computador é feito por 32% de material ferroso, 23% de plástico, 18% de material não ferroso (chumbo, cádmio, berílio e mercúrio), 15% vidro e 12% de placas eletrônicas (ouro, platina, prata e paládio).O espantoso desses números é que 94% dos materiais contidos nos aparelhos eletroeletrônicos podem ser reciclados, o que diminuiria não apenas a carga poluente tóxica sobre o ambiente como, também, a pressão sobre o consumo de recursos naturais, como água energia, requeridos nos processos de fabricação desses equipamentos/aparelhos/produtos.

À título de informação:

- um simples chip eletrônico, menor que a unha de um mindinho, exige 72 gramas de substâncias químicas diversas e 32 litros de água para ser produzido;

- atualmente, no Brasil, existem mais de 200 milhões de aparelhos celulares ativos, quase 1 aparelho por habitante. Em média os usuários trocam de celular a cada 18 meses;

- segundo o Greenpeace, por ano, são produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico no mundo, o que representa cerca de 5% de todo o lixo gerado pela humanidade.

Por incrível que pareça, a situação torna-se mais absurda quando sabemos que existem países como Gana, China, Índia e Nigéria virando lixões para o lixo tecnológico de países ditos “civilizados” como,Alemanha, Suíça e Holanda.

Chegar ao atual nível de desenvolvimento requereu, do homo sapiens, uma luta diária pela sobrevivência. Agora a bola da nossa qualidade ambiental está com o homo tecnologicus.

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