29/04/2019 - 11h29min - Autor: Ricardo Silva de Souza

TRANSGÊNICOS OU NÃO TRANSGÊNICOS! EIS A QUESTÃO

TRANSGÊNICOS OU NÃO TRANSGÊNICOS! EIS A QUESTÃO

Transgênicos são organismos geneticamente modificados (OGM) que receberam um gene de outro ser vivo em seu DNA por meio de técnicas empregadas na biotecnologia e envolvem estudos de biologia, genética e agronomia.

O Brasil é o segundo país que mais planta transgênicos no mundo. Cultiva-se soja, milho, algodão e, mais recentemente, cana de açúcar. Feijão e eucalipto, embora já estejam liberados para plantio, ainda não são plantados comercialmente.

Entre as culturas que já estão no campo, é na soja que se observa a maior taxa de adoção: 96,5% de toda a soja do Brasil é transgênica. 

Os defensores dos alimentos transgênicos apontam que o aumento da produção de alimentos, a possível melhoria do valor nutricional, o desenvolvimento de alimentos para fins terapêuticos, a maior resistência à doenças e maior durabilidade na estocagem e armazenamento estão entre as principais vantagens desse tipo de produto.

Por outro lado, os que repudiam esse tipo de alimento apontam que o possível aumento das reações alérgicas nos consumidores, a eliminação de plantas que não sofreram modificação genética por seleção natural uma vez que não apresentam as mesmas resistências às pragas e pesticidas, o aumento à tolerância aos pesticidas que induz ao aumento do consumo de agrotóxicos nas plantações transgênicas, o cultivo de plantas transgênicas pode eliminar, além de pragas prejudiciais, espécimes benéficas ao equilíbrio ecológico como abelhas, minhocas e outros animais e plantas são as principais desvantagens desse produto.

 A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA,  conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul. Testes de viabilidade comercial, feitos até 2015, apontaram lucratividade de até 38% ante variedades convencionais, mas ação de vírus em semente pode prejudicar os produtores, pois a transgenia do feijão não combate um outro vírus que acomete as plantações. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira. A situação é delicada, pois países europeus que não admitem alimentos transgênicos se colocaram contrários à importação do nosso feijão. Agora produtores e governo travam uma queda de braço entre a manutenção dos atuais mercados globais e a ampliação da área plantada com melhor lucratividade. Teremos novidades até o início do segundo semestre. 

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