07/02/2019 - 14:19h - Autor: Roberto Vassallo

PESSOAS INCONVENIENTES    

PESSOAS INCONVENIENTES    

É realmente impressionante o número de pessoas inconvenientes que gravitam semanalmente em nosso ambiente.
Quase toda hora topamos com esse tipo de indivíduos que, sem nenhuma cerimônia ou educação, falam coisas impróprias, fazem perguntas indecorosas, tomam atitudes inadequadas, e se dão ao desplante de se intrometerem onde não são chamados.
É a mais sofrível parcela da população, uma vez que tais criaturas podem surgir não se sabe de onde e aparecerem nos  momentos mais inesperados, seja na fila dos bancos, das casas lotéricas etc. 
Enfim, sempre marcam presença indesejável nos lugares de grande aglomeração em que é exigida paciência, compreensão e espírito de colaboração.
Acham - achar é a mãe de todos os erros -  que têm o direito de tomar iniciativa nesta ou naquela direção, a fim de prestarem um favor ou se derreterem em gentilezas, sem serem solicitados.  Desse modo, sem qualquer cerimônia, estão invadindo a privacidade alheia.
No fim das contas, acabam aborrecendo aqueles ou aquelas que, por qualquer motivo, não desejam ser importunados. Pior, querendo que os outros se amoldem ao seu baixíssimo nível de análise ou interpretação, aqui entendida como compreensão.
Em vez de cuidarem de si e dos seus próprios afazeres, terminam por faltar com o respeito aos que lhe estão próximos.
A ausência de decoro é gritante nos sujeitos inconvenientes. Tanto que chegam às raias do atrevimento em virtude do seu julgamento precipitado e injusto, na maioria das vezes. Logo, passível a reações grosseiras e, em alguns casos, até violentas.
Rechaçados, logo procuram justificar suas atitudes intrometidas, na intenção de desacreditar o outro ou a outra. Para piorar, apelam para o desdém!
As pessoas que mais erram são justamente as que mais se justificam. Porém, justificativas não reparam erros nem saldam compromissos.
Como o respeito é a alma da convivência, o inconveniente está, com frequência, violando as mais rudimentares normas de conduta e quebrando as mais comezinhas regras do bem-viver em sociedade.
A menos que a vida os ensine, a duras penas, a serem mais cautelosos, menos desastrados, menos presunçosos e menos invasivos, seremos sempre obrigados a ficar precavidos contra esses autonomeados juízes da vida alheia.

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