19/11/2018 - 19:08h - Autor: Roberto Vassallo

O INSUPORTÁVEL CUSTO BRASIL

O INSUPORTÁVEL CUSTO BRASIL

A carestia está assustando, ao mesmo tempo que afugenta consumidores e turistas, sejam eles nacionais e estrangeiros.
Temos a energia elétrica, o petróleo e seus derivados e o telefone, entre outros itens, mais caros do mundo. Isto, sem falar na água, na hospedagem, na diversão, na gastronomia, na aviação, com destaque para as redes de refeições ligeiras, os horti- fruti, os transportes, pedágio, em certos setores de prestação de serviços, no preço e aluguel dos imóveis e do dinheiro, no botijão de gás, etc. Sem citar o martírio burocrático ao qual a população é obrigada a se submeter. Por isso que a cada ano é crescente o número de brasileiros que prefere fazer compras lá fora, levando bilhões para engordar as economias do primeiro mundo, muito embora a alta do dólar que ultrapassou durante a campanha eleitoral deste ano de 2018, a casa dos quatro por um, tenha reduzido o contingente de viajantes em busca de produtos estrangeiros a preços mais convidativos.
Claro está que  a elevadíssima carga de impostos  tem um peso significativo nesse cardápio indigesto.
Os tecnocratas da Fundação Getúlio Vargas são responsáveis, em parte, pela cascata de invencionices despejadas diariamente na mídia; enfim, pelos índices fictícios que vêm iludindo a todos, mesmo com os cálculos tomados pela média, ou por amostragem.
Ora, se você entra numa padaria, num supermercado, num shopping e em lojas de rede, verifica, de cara, que esses critérios não medem coisíssima nenhuma. Está todo mundo enganando todo mundo ou, como  queiram, a maioria vem sendo ludibriada por uma minoria de manipuladores antipatriotas irresponsáveis.
Quando contra-argumentam afirmando:"Não são as coisas que estão caras, é você que está ganhando pouco!", mais uma vez temos a gatunagem tentando se esconder atrás do cinismo.
Enquanto isso, o preço dos alimentos, das roupas, dos calçados, entre outros artigos, não para de subir a cada semana, ou a cada renovação de estoque, imperceptivelmente, é claro, mas facilmente  comprovável. Só não enxerga quem não quer.
Por outro lado, desde que o dinheiro perdeu o lastro, virou papel pintado; daí o sobe e desce do câmbio; uma bagunça generalizada que, com certeza, bem antes do que se espera, vai acabar levando à derrocada o sistema financeiro mundial.
A safadeza domina este país.        
No fim das contas, quem vai sofrer com isso é a população como um todo.
Para frear a ganância dos que pretendem jogar os preços lá em cima, o novo governo deveria, desde já, começar a pensar na criação de mecanismos  anti-carestia e anti-exploração através, por exemplo, de premiação, de algum tipo de incentivo ou outra medida eficaz. Caso contrário, a inflação, mascarada neste país, com base no princípio que diz: Economia indexada, inflação camuflada, que hoje deve estar entre 25 e 35% ao mês!,
daqui  para  frente  chegará  a índices  insuportáveis. Os salários estarão cada vez mais defasados, e a violência, que já não é pouca, tenderá  dar a resposta aos  descalabros. Os ricos continuarão  mais ricos, e os pobres cada  vez  mais  miseráveis, um ataque frontal  aos programas sociais do  governo  federal .
Como a esperança é a chama que sustenta a vida, espera-se do novo governo com roupagem nova, medidas capazes de pôr um fim à incompetência dos mandatos anteriores que levou o país a ter cerca de doze milhões de desempregados e vinte e sete milhões de famintos e uns trinta milhões de analfabetos funcionais!
Salário mínimo? isto é um acinte! insiste-se em nivelar as capacidades por baixo.
Com efeito, o salário, para ter sua justa medida, deveria ser profissional, por categorias de importância para o desenvolvimento do país. E estamos conversados.
A velha  história de que o mercado se autorregula, um dos axiomas do liberalismo econômico, já não tem mais cabimento, é conversa  pra boi  dormir. O governo tem que intervir com pulso de ferro, se quiser pôr ordem na casa.

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