05/11/2018 - 16:14h - Autor: Ayrton Dias

MALVINA – UM SOM INTERNACIONAL

MALVINA – UM SOM INTERNACIONAL

Em seu novo trabalho a banda vê nos fatos históricos mais recentes, desde a turbulenta manifestação de 2013, uma conexão com o nosso passado mais trágico e subserviente. Segundo o grupo, “há relação entre a nossa crise democrática e os interesses dos EUA – contrariados diante das políticas nacionalistas que deixaram o ‘Big Oil’ longe da maior descoberta de petróleo do século 21, e ameaçados pela união brasileira à grupos Latino-Americanos e especialmente ao BRICS”. Para seus integrantes, o Império desenvolveu nova forma de exercer o autoritarismo. A transformação das percepções coletivas capazes de tornar nações simpáticas à ideias e políticas que levam seus países à miséria e ao atraso constitui uma das principais estratégias da Guerra Híbrida, conceito adotado pela banda como temática do novo álbum. As letras discorrem sobre os mais marcantes eventos da política brasileira recente, além de associar e trazer ao presente alguns momentos da ditadura, como através da faixa em homenagem ao guerrilheiro Ruy Carlos Berbert, assassinado pelo regime militar, que por mais de uma década negligenciou e manipulou as informações sobre sua morte.

A última música do disco escapa desse contexto restrito à América Latina e o velho alarde quanto à finitude do mundo é explorado livre do viés antropocêntrico. Ao longo da faixa, há menções à enchente de 2011 em Nova Friburgo, “que procuram expressar através de uma perspectiva pessoal, nossa dimensão frente à natureza e ao acaso”.  O Malvina trouxe na mala além do novo álbum as novas amizades e os planos que as envolvem, a data de lançamento do disco e o seu título serão em breve anunciados, assim como a gravadora do EUA e a dristribuidora brasileira com quem assinarão contrato!

Blasting Room Studios 

Criado em 1994 por Bill Stevenson e Jason Livermore e construído por membros do Black Flag, Descendents e ALL, o Blasting Room é o principal estúdio de Punk/Hardcore do mundo.NOFX, Rise Against, Descendents, Propagandhi, Only Crime e Anti-Flag são algumas das bandas que têm as capas de seus discos nas paredes dos corredores do estúdio.

Diferente da maioria dos mixadores de Punk Rock e Hardcore, que tendem a abrir mão da naturalidade do timbres e chegar a resultados finais que são ao mesmo tempo artificiais e muito semelhantes entre si, Jason Livermore busca trabalhar justamente em cima das singularidades de cada banda, cada artista soa da sua forma, não existe um padrão pré-estabelecido. Essa característica de Jason aliada a genialidade do Bill Stevenson como produtor pode explicar o que levou as principais bandas do gênero a abandonar os estúdios da Califórnia e começar a gravar seus discos em Fort Collins. No detalhe: Bernardo, Jason e Vinícius

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