08/10/2018 - 15:13h - Autor: Ricardo Silva de Souza

TERRA ESTUFA – 1ª Parte

TERRA ESTUFA – 1ª Parte

O planeta precisa urgentemente de uma transição para uma economia verde, pois a ampliação do consumo de combustíveis fósseis ameaça empurrar a Terra para um duradouro e perigoso estado irreversível de efeito estufa, alertaram pesquisadores europeus e americanos.

Se o gelo polar continuar derretendo, as florestas encolhendo e os gases de efeito estufa aumentando - como acontece a cada ano -, a Terra alcançará um "ponto de inflexão", isto é, de dano irreversível.

Cruzar este limiar "garante um clima de 4ºC a 5ºC superior à era pré-industrial, e níveis do mar entre 10 e 60 metros mais altos do que os de hoje", advertiram cientistas nas Atas da Academia Nacional de Ciências dos EUA. E isso "poderia acontecer em apenas algumas décadas", alertaram eles.

"É provável que uma ‘Terra estufa‘ seja incontrolável e perigosa para muitos", afirma o artigo escrito por cientistas da Universidade de Copenhague, da Universidade Nacional da Austrália e do Instituto de Pesquisas de Efeitos Climáticos de Potsdam, na Alemanha.

Ao final do século ou até mesmo antes, os rios transbordariam, as tempestades causariam estragos nas comunidades costeiras e os recifes de coral desapareceriam.

A média das temperaturas globais poderia exceder a de qualquer período interglacial - isto é, nas épocas mais quentes entre as Eras do Gelo - do último 1,2 milhão de anos.

O degelo polar elevaria o nível dos mares à patamares dramaticamente mais altos, inundando as terras costeiras onde vivem centenas de milhões de pessoas. "Lugares na Terra se tornarão inabitáveis se a ‘Terra estufa‘ virar realidade", disse o coautor do estudo Johan Rockstrom, diretor-executivo do Stockholm Resilience Center.

Os pesquisadores sugerem que o ponto de inflexão poderia acontecer quando o aquecimento da Terra se situar 2°C acima dos níveis pré-industriais. O planeta já aqueceu 1°C em relação à era pré-industrial e continua esquentando à velocidade de 0,17°C por década.

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