17/08/2018 - 17h45min - Autor: Roberto Vassallo

TEMPERAMENTO X COMPETÊNCIA

TEMPERAMENTO X COMPETÊNCIA

O temperamento é como um corcel sem rédeas; levado ao exagero torna a criatura temperamental, revelando um caráter instável e emotivamente impulsivo, quando provocado, o que pode conduzir às explosões de fúria

Trabalhar em equipe à primeira vista pode ser fácil, mas se considerarmos as idiossincrasias, a coisa muda completamente de figura. Nesse caso, vários fatores são colocados no prato da balança do desempenho. O temperamento talvez seja o mais importante deles.

Ora, quando se faz o que se gosta o temperamento soma porque a alegria, a satisfação, o entusiasmo, o prazer etc. , contribuem efetivamente para o sucesso perseguido com garra e determinação que culmina nas consecuções vitoriosas.

Mas o que vem a ser, de fato, o temperamento? Pelas suas características identificatórias é possível traçar uma estratégia de ação para aprendermos a lidar com ele. 

O temperamento é definido como o conjunto de traços psicofisiológicos de uma pessoa que determinam suas reações emotivas, os estados de humor, o caráter e a índole. O modo como alguém reage ao ambiente, interage com o próximo ou com o grupo, são fatores marcantes do temperamento.


PONDERAR É PRECISO


Por outro lado, a liberdade que se desfruta hoje, sem restrições para agir e dizer o que se pensa, emanciparam o temperamento. Porém, é aí que mora o perigo.

O temperamento é como um corcel sem rédeas; levado ao exagero torna a criatura temperamental, revelando um caráter instável e emotivamente impulsivo, quando provocada, o que pode conduzir às explosões de fúria. E os choques de temperamento são mais comuns onde existe rivalidade ou injustiça. Quando, porém, a maturidade fala mais alto temos a temperança, virtude de quem é moderado nas atitudes, enfim, daquele que mostra sobriedade e comedimento na conduta.

Tudo isso foi devidamente esmiuçado para fazer o leitor sentir quão enorme é a influência  exercida pelo temperamento no ambiente de trabalho, tanto para o bem como para o mal.

É muito comum encontrarmos pessoas altamente competentes mas de temperamento difícil. Nesse caso,  este sempre acaba por comprometer aquela(competência). Para evitar que tal ocorra, é de bom alvitre conciliar ambos usando a maturidade, fruto na mais das vezes, da experiência de vida. A diplomacia desempenha um papel de significativa importância nesse processo delicado.


O PAPEL DA DIPLOMACIA 


Como a diplomacia é a arte de sair-se bem em todas as situações, então é sábio e prudente exercitar, cada vez mais, esse dom responsável pela harmonia nas relações humanas. Até porque todo executivo, diretor ou chefe que tem sob seu comando pessoas cumprindo as mais variadas tarefas, de acordo com o seu grau de competência, olha com suspeita aqueles que ultrapassam os limites do seu temperamento, especialmente quando se trata de mulheres. Isso porque geralmente a mulher é vista pela sociedade como um ser dócil, de maneiras gentis, logo contrária a discórdias.

À luz da neurociência, o temperamentalismo, pelos seus efeitos colaterais danosos, é absolutamente incompatível com a natureza feminina. 

Portanto, qualquer integrante de uma equipe de trabalho que demonstra um gênio irascível, colérico, não consegue, por mais que esconda, ficar fora dos olhares de seus superiores. Das duas, uma: ou faz uma reflexão profunda sobre as causas desse comportamento destoante na tentativa de removê-lo, nem que seja com a ajuda de um profissional da área médica, ou ficará sujeito à demissão.


A RIQUEZA DA BOA ORIENTAÇÃO


Entretanto, isso não significa ter sangue de barata, uma vez que há momentos em que o temperamento, pressionado por circunstâncias adversas e indesejáveis, é obrigado a mostrar seu lado mais rude e primitivo. Mesmo porque um instinto reprimido pode causar à própria pessoa toda sorte de males psicossomáticos, os quais com certeza irão se manifestar mais à frente sob a forma de doenças de difícil cura. Contudo, mesmo nesses casos, a sabedoria deve se impor sobre a situação. A compreensão e a tolerância, não aquela que gera o abuso, mas a que releva, inequivocamente são expressões dessa elevada sabedoria interior. Ao praticar essas virtudes, a chance da criatura se tornar feliz e realizada, não só no ambiente de trabalho, mas nas relações afetivas e comerciais serão bem maiores. Menos um ponto de conflito neste mundo cada vez mais instável e problemático, onde o desemprego, as dívidas, a dissolução de famílias, as desigualdades, as injustiças, a violência e a luta pela sobrevivência estão deixando os indivíduos assustados e cada vez mais com os nervos à flor da pele.


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