12/03/2018 - 11:26h - Autor: Cesar Augustus Coelho Assessoria de Comunicação - SEBRAE/RJ

Mudanças e tendências de crescimento na Construção Civil criam novas demandas de qualificação para empresas do setor

Mudanças e tendências de crescimento na Construção Civil criam novas demandas de qualificação para empresas do setor

Depois de quase três anos de queda, indicadores relacionados à Construção Civil apontam sinais de aumento de confiança e crescimento do setor a partir de 2018. Segundo o Buildin site especializado no mercado da Construção Civil, depois de uma queda de 0,5% no PIB do setor em 2017, as perspectivas para este ano são otimistas em razão da retomada do crescimento e o aumento da confiança no mercado. Ele aponta um indicativo do Banco Central de que o PIB da construção poderá crescer em até 2,5% este ano na comparação com o período anterior.

Diante deste novo cenário, estão sendo considerados ao mesmo tempo a retomada dos investimentos no segmento da habitação e as novas demandas de qualificação para as empresas que compõem esse nicho de mercado. Se no âmbito nacional essas são as expectativas, na Região Serrana não é diferente.

De acordo com o analista do Sebrae/RJ, Tiago Schott, que atua em programas da instituição junto a empresas da Construção Civil na região, este é o momento ideal para os empresários começarem a buscar um diferencial competitivo a fim de adaptarem o quanto antes às mudanças que serão impostas pelo crescimento do setor. “Estudos revelam que a falta de qualificação das empresas e dos profissionais da Construção Civil é um dos principais gargalos que impedem o melhor desenvolvimento do setor no país. E na nossa região não é diferente. Diante de um cenário de projeção de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) da Construção Civil já em 2018, é preciso que as empresas estejam preparadas para encarar um mercado ávido por prestação de serviços de qualidade e que sejam capazes de atender seguramente uma demanda cada vez mais específica e crescente. É justamente por isso que o Sebrae vem desenvolvendo programas de qualificação e capacitação, para empresários do setor, como o ‘Encadeamento Produtivo da Construção Civil’, que promove não só a disseminação de informações atualizadas de mercado, mas também aprimora a aplicação dos conhecimentos dos participantes para melhor gerenciamento dos negócios, além de proporcionar a ampliação da rede de contatos no mercado (networking) por meio de Sessões de Negócios, entre outras iniciativas”, explica.

Segundo o analista do Sebrae/RJ, o programa de Encadeamento Produtivo é a principal ferramenta da instituição neste sentido, que já ajudou dezenas de empresas da Região Serrana nos últimos anos a obterem melhores práticas de gestão e a tornarem-se fornecedores mais qualificados e competitivos que alcançaram novas oportunidades de negócio. 

Programa de Encadeamento Produtivo 

Na unidade do Sebrae/RJ em Nova Friburgo, que abrange além deste, outros 11 municípios (Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Duas Barras, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Macuco, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro e Trajano de Moraes), o Programa de Encadeamento Produtivo da Construção Civil está sendo realizado em parceria com a Votorantim, que possui uma fábrica localizada em Cantagalo.

Para quem já participou da iniciativa, como João Paulo Gouveia, proprietário Luz e Arte Material Elétrico - empresa localizada em Cordeiro - a experiência de se qualificar foi muito positiva e já gerou bons frutos para seu negócio. “Diante das dificuldades que tive, tanto no âmbito da Gestão Empresarial quanto na qualificação como fornecedor, fui buscar capacitação no programa de Encadeamento Produtivo do Sebrae, que me ajudou não apenas a enxergar melhor o meu próprio negócio, mas também a ter uma visão mais abrangente do mercado. Além da capacitação que adquirimos por meio das consultorias técnicas, o programa também possibilita que façamos parte de uma rede de contatos empresarial através da Sessão de Negócios, onde grandes e pequenas empresas dividem o mesmo espaço para expor seus serviços e necessidades e trocar informações. Foi uma experiência que rende bônus pra minha empresa até hoje e que ao mesmo tempo, contribui para o fortalecimento da atividade empreendedora da região”, destaca.

O Programa Encadeamento Produtivo do Sebrae e da Votorantim é um exemplo de que iniciativas dessa natureza estendem seus benefícios para modelos de negócios que vão além da Construção Civil, como é o caso do empresário Filipe Silveira, do portal “Agora Faz”, de Nova Friburgo - que elabora perfis de divulgação de empresas na internet.

Ele não fez parte do programa, mas foi convidado a estar presente em uma de suas etapas, ou seja, na Sessão de Negócios e, mesmo assim, obteve bons resultados. “Durante a Sessão de Negócios pude perceber que havia a possibilidade de fazer contato com empresários de um segmento do qual eu não estava tão familiarizado, mas que podia gerar novas oportunidades de negócio. Ou seja, mesmo eu não exercendo uma atividade diretamente ligada à Construção Civil e nem compor o programa, pude ser inserido, por meio de um contexto de qualificação, capacitação e promoção de networking, como fornecedor da cadeia produtiva deles. Já fechei contrato com quatro empresas do setor e tenho a expectativa de aumentar esse número, o que é muito bom, pois aprimorou minha visão de mercado para outros segmentos que antes não atentávamos como oportunidade de negócio”, explica. 

Como funciona 

O programa “Encadeamento Produtivo” oferece consultorias contínuas específicas, de acordo com as necessidades e perfil de cada empresa participante, para estimular e proporcionar que o empresário esteja plenamente capacitado a administrar seus negócios com eficiência, a ponto de obter lucros e ainda assim, vender seus produtos e serviços a preços competitivos.

Durante todo o programa as empresas participam de capacitações em Finanças, Marketing e Vendas, Mercado, Tributação, Planejamento Estratégico, dentre outros temas, seja por meio de práticas, ou através de visitas técnicas, como as que já aconteceram este ano em empresas de referência na região.

Os consultores também realizam um diagnóstico da empresa, mapeando os pontos fortes e fracos da mesma, possibilitando que seu gestor foque suas ações de forma mais eficaz, potencializando o desenvolvimento do negócio.

Os interessados em obter mais informações sobre o programa de “Encadeamento Produtivo” do Sebrae/RJ, podem entrar em contato pelo telefone (22) 2523-6908. 

O que é a Sessão de Negócios 

A Sessão de Negócios é um evento de mercado idealizado para criar maior interatividade possível entre micro e pequenas empresas junto às empresas âncoras, de forma rápida e objetiva, onde as empresas locais se apresentam a todas as empresas âncoras participantes em sistema de rodízio denominado de “sessão”.

A metodologia consiste em fazer com que todos fornecedores em potencial se apresentassem a todos os possíveis compradores com um tempo definido previamente, conforme o número de participantes da mesa.

O objetivo é promover networking para que micro e pequenas empresas tornem-se fornecedoras de grandes empresas, além de fortalecer a economia regional promovendo um ambiente mais propício ao desenvolvimento dos negócios. Para obter mais informações sobre Sessão de Negócios promovidas pelo Sebrae, basta entrar em contato também pelo telefone (22) 2523-6908. 

Números e expectativas de mercado 

O Índice de Confiança da Construção Civil (ICST) da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), apontou crescimento de dois pontos em dezembro de 2017 na comparação com novembro, acumulando 81,1 pontos no ano passado, o maior nível registrado desde 2015.

Em relação aos próximos seis meses, o Índice de Expectativas (IE-CST) cresceu 3,2 pontos e o Índice da Situação Atual (ISA/CST) melhorou 0,9 pontos. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, que acompanha esses índices, as causas do otimismo na Construção Civil em 2018 incluem:

- queda nas taxas de juros (que em 2017 chegou a -7,5%, a maior redução em 60 anos);

- Melhora no fluxo de crédito (em razão da queda dos juros);

- Recuperação gradativa da economia e do mercado de trabalho;

- Aquecimento do Mercado Imobiliário, com ênfase no segmento da Habitação.Conforme estudo “Construbussiness – Brasil”, até 2020 a expectativa é que sejam mobilizados mais de R$ 205 bilhões em investimentos para a área de habitação, tornando a Construção Civil novamente uma das principais âncoras da economia brasileira, a exemplo do ocorrido nos períodos entre 2014 e 2015.

Segundo a FGV, será necessária até 2025, a construção de mais de 14 milhões de moradias em todo país.

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