12/06/2017 - 08:47h - Autor: Ricardo Silva de Souza, geólogo.

ALTRUÍSMO HUMANITÁRIO, A ESSÊNCIA DO BRASILEIRO

ALTRUÍSMO HUMANITÁRIO, A ESSÊNCIA DO BRASILEIRO

No dia 10 de junho celebra-se em Portugal e nos países de língua portuguesa, o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A data assinala, ainda, o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580, autor de Os Lusíadas, a maior obra épica de Portugal.

Sabemos que o expansionismo português nos séculos 15 e 16 levou à todos os cantos do mundo sua identidade original, posteriormente mesclada com as próprias culturas locais. Atualmente, ainda observamos marcas forte dessa identidade, por exemplo, na Ásia, através do território de Macau, transferido à China em 1999 e de Timor Leste, nas proximidades da Oceania. Curiosamente, na América do Sul, mais especificamente no Uruguai, temos a cidade de Colônia del Sacramento, considerada Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade, pela UNESCO, onde predomina em seu centro histórico a arquitetura portuguesa, visto ter sido colônia de Portugal por décadas, dada sua posição estratégica para o fácil escoamento de produtos pelo rio da Prata.

Toda essa história moldou no coração dos habitantes da Terra Brasilis o precioso tesouro universal da compaixão e da solidariedade. Desde sempre, dos nativos indígenas aos imigrantes de origem europeia, africana ou asiática, trazemos a marca do acolhimento de pessoas, tanto em busca da dignidade humana perdida em seus países de origem, como, também, daquelas em busca de novas oportunidades. A miscigenação da grandeza dessas almas ajudou na construção do Novo Mundo. Junte-se a isso, a acolhida, após nossa independência de Portugal, dos primeiros imigrantes italianos, espanhóis e alemães, fugidos do desemprego e da fome em países da Europa, no século XIX , com os japoneses e sírio-libaneses, principalmente, na primeira metade do século XX e, posteriormente, com a chegada de refugiados bolivianos, haitianos e agora, mais recentemente, venezuelanos, na segunda metade do século XX e teremos a receita da essência da formação do altruísmo humanitário brasileiro, onde muitas vezes quem não pode faz muito.

O Brasil como maior País, tanto em área quanto em população, de língua portuguesa no mundo sempre respondeu, incessantemente, aos apelos de todo tipo de ajuda humanitária.

Isso nos faz um povo digno e exemplar, apesar dos governantes.

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