20/04/2017 - 10:05h - Autor: Chico Vellozo

Muito mais que um troféu

Muito mais que um troféu

A demonstração de civismo do nosso povo já rompeu fronteiras. A torcida brasileira não se contentou com “o padrão FIFA para hinos nacionais” e deu um verdadeiro show ao entoar, à capela, o nosso hino  nos momentos iniciais das protocolares cerimônias que precediam as partidas da seleção de futebol. Essas manifestações foram, sem dúvida, o ponto alto da participação brasileira na Copa do Mundo. 

 Ao entoarmos o hino, estamos afirmando que o Brasil é um país independente e que lutamos pela justiça: “Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte...”. Declaramos também, publicamente, amor pela pátria nos dispondo até a morrer por ela, se preciso for “...Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte...”! É preciso entender que um jogo de campeonato mundial é apenas uma partida de futebol. O fervor demonstrado em ocasiões como essas deveria ocorrer durante todos os momentos da vida do cidadão brasileiro. 

 Várias nações não têm nenhuma tradição nesse esporte e continuam proporcionando boa qualidade de vida para seus povos. Não podemos nos iludir acreditando que, pelo fato de sermos pentacampeões mundiais na modalidade futebolística, estamos credenciados a ser um país de primeiro mundo. Para que isso ocorra realmente, precisamos antes de tudo de excelência em educação, saúde, cultura, mobilidade urbana, infraestrutura, entre outras necessidades É fundamental que passemos a dar mais valor à organização, planejamento e, principalmente, a questões éticas e morais para que grandes avanços sejam obtidos de maneira perene. Mais do que jogadores para levantar um troféu no futebol o que precisamos, com urgência, é de pessoas para erguer um país! 

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