08/08/2017 - 14:06h - Autor: Ayrton Dias

Chega de lama, vamos esperançar

Chega de lama, vamos esperançar

O noticiário repercute intensamente a atual situação vexatória da nação brasileira na qual políticos e empresários - que se apoderaram do país e obtiveram vantagens escusas- estão tendo de se entender com a justiça. O sentimento da maioria da população é de revolta, mas o momento histórico que estamos vivenciando pode ser um marco nas relações democráticas do Brasil. Pela primeira vez estamos presenciando a prisão de poderosos e, ao que tudo indica, vamos poder comemorar o fim da impunidade. 

Durante muito tempo houve um distanciamento da população em relação à condução do país. Uma verdadeira letargia tomou conta das pessoas que pareciam não se importar com o que estava acontecendo e quando se evidenciava algum mal feito, elas simplesmente faziam uso da expressão: “não adianta reclamar, isso não vai dar em nada”. Essa tendência de não se envolver com a tomada de rumo gerou uma acomodação tão grande que passamos a conviver com uma trágica realidade em que tudo "acabava em pizza"! Foi aí que o negócio desandou. O povo perdeu a capacidade de indignação e se acostumou com desmandos e roubalheiras.

As crises, econômica, política e ética, ocasionaram um cenário totalmente adverso para todos nós. Foi verdadeiramente uma “morte anunciada” para um país que contava com uma sociedade omissa e verdadeiramente indiferente ao que estava sendo semeado pela classe política. Com sua situação especial, foro privilegiado, prerrogativas e a conivência da sociedade, a pior espécie de gente fez escola e foi tomando conta das instituições. Os mais variados “esquemas”, “caixa dois”, “maracutaias” e afins se institucionalizaram em operações de alta monta que quebraram o país. Roubar pouco já não interessava e o “é dando que se recebe” foi incorporado as relações de interesse que passaram a grassar livremente em todos os âmbitos.

A população está indignada, mas a culpa é toda nossa.  Em uma democracia não basta apenas votar. Temos de eleger e fiscalizar nossos representantes que devem defender os interesses públicos e não legislar em causa própria. A mudança de paradigma deve partir de nós mesmos. Muita gente reclama dos corruptos, mas se submete facilmente a eles porque aceita com naturalidade o jeitinho brasileiro, querendo “levar vantagem em tudo”. A indiferença e a conivência são os combustíveis perfeitos para alimentar a sanha incontrolável de políticos desvirtuados que querem dominar o país.  

O futuro vai depender de ações individuais positivas que, somadas,  podem fazer toda a diferença. A moral e a ética devem ocupar lugar de destaque em nossa rotina diária. Não devemos ficar cobrando dos outros, precisamos praticar as boas ações. Os políticos não são oriundos de outro planeta, eles são parte da nossa sociedade. Por isso os bons exemplos podem ajudar a transformar o Brasil em um país melhor. As lideranças positivas devem ser mais valorizadas e precisamos apoiar as pessoas de bem que se interessam pela vida parlamentar. A situação atual é de expectativas e talvez o momento não seja de desespero, mas sim de esperança proativa!

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