28/03/2017 - 08:56h - Autor: Roberto Vassallo

SEMELHANÇAS ENCONTRADAS NOS DIFERENTES MÉTODOS DE COMBATE ÀS AGRESSÕES VIRAIS

SEMELHANÇAS ENCONTRADAS NOS DIFERENTES MÉTODOS DE COMBATE ÀS AGRESSÕES VIRAIS

Um dos fenômenos mais contundentes das infecções virais super agressivas é a capacidade do vírus de replicar-se, produzindo cópias idênticas de si mesmo, utilizando material genético das células de defesa do organismo para realizar sua missão destruidora no interior do corpo humano.

Por outro lado, a imunidade ainda é um mistério para a ciência. Segundo renomados cientistas, entre eles, o americano bruce beutler, nobel de medicina de 2011, já deciframos uma parte; porém, ainda falta muito para entendermos o todo.

Por exemplo, os cientistas já decodificaram o mecanismo que impede as células imunes, em condições normais, de atacarem o câncer.

Uma vez entendido esse processo, foram produzidas substâncias que corrigem essa falha e permitem que a doença seja contra-atacada pelo organismo. Apenas contra-atacada, porém, sem uma cura definitiva, até o aparecimento da Fosfoetanolamina.

Agora, com a criação da Fosfoetanolamina sintética, a cura revelou-se possível em inúmeros casos, embora o medicamento ainda esteja em fase de testes científicos para comprovar ou não, entre outros detalhes, o grau de toxidade no organismo, possíveis efeitos colaterais etc.

A Fosfoetanolamina é uma molécula presente normalmente em membranas plasmáticas dos seres humanos, com propriedades anti-inflamatórias e ligadas às defesas do organismo.

Raciocínio mais ou menos idêntico se aplica à AIDS, cujo vírus, o HIV, ao penetrar no interior da célula, rouba material genético para se replicar com grande voracidade, deixando um rastro de destruição por onde passa. Exausta por ser forçada a cumprir uma função antinatural que não é própria dela, a célula de defesa do organismo morre. Enquanto isso, o trabalho reprodutivo de contaminação continua, repetindo o processo em outras células sadias de defesa que também acabam morrendo, comprometendo toda a cadeia imunológica do corpo.

Resumindo, o HIV tem um fascínio todo especial por um tipo de célula do sistema imunológico conhecida como glóbulo branco do tipo CD4. O vírus interfere no processo de multiplicação dessa célula, recombinando o material genético dela com o seu próprio DNA. Dessa forma, as células alteradas morrem causando o desequilíbrio e o enfraquecimento do sistema imunológico, o qual se torna incapaz de frear a ação de microrganismos que, em indivíduos normais, não causariam infecções. Nesse ponto, o organismo não luta mais contra doenças que normalmente combateria.

Habitualmente, um organismo sadio possui entre 800 e 1.200 linfócitos, que são as células de defesa, mais especificamente as do tipo tcd4+. A AIDS surge quando esse total fica abaixo de 200mm³. Nesse ponto de perda o organismo torna-se vulnerável ás chamadas infecções oportunistas, como tuberculose, pneumonia, candidíase, infecções do sistema nervoso, como toxoplasmose, meningites etc.

Explicando melhor, depois de entrar na célula, o hiv, um retro vírus com genoma de rna, começa a agir e a se integrar ao código genético da célula infectada. As cd4, as mais atingidas pelo vírus, são usadas por este para gerar cópias de si mesmas. Cada vez que esta célula, quando infectada, se divide, produz uma cópia do seu código genético, e ao mesmo tempo, uma cópia do código genético do vírus.

Há ainda linfócitos infectados pelo HIV que não apresentam replicação de vírus. Contudo, mesmo nesses casos, a célula perde suas funções devido à presença desse invasor em seu núcleo.

Ainda com relação ao câncer, é necessário entender primeiro o papel das mitocôndrias, a fim de identificarmos um possível agente causador da doença.

As mitocôndrias são organelas, a saber, qualquer parte da célula com função determinada, presentes no interior das células animais, mais especificamente no citoplasma. Sua principal função é a respiração celular. Nessa respiração ocorre um processo de reações químicas: a célula obtém a energia necessária para suprir suas necessidades vitais. Essa respiração se dá de duas formas: aeróbica e anaeróbica.

Na aeróbica, a energia é obtida mediante a reação química do oxigênio com a glicose. Na anaeróbica, a força vital é alcançada por um processo de fermentação sem a utilização do oxigênio.

É aí que talvez esteja o X da questão.

Ora, conforme é sabido, toda fermentação é provocada por fungos ou levedura. Partindo desse princípio, não seria o câncer  decorrente da ação agressiva de um fungo, cujo poder de reprodução seria bem maior do que as células normais de defesa, potencializado por algum agente ainda desconhecido que alimentaria, inclusive, sua capacidade migratória? Não se sabe ao certo, mas a hipótese não deixa de ter alguma lógica.

Bem, falamos sobre o câncer e a AIDS . Agora, vamos abordar a questão da Zika.

Pesquisadores da USP, liderados pelo Dr. Paulo Zanotto, descobriram que o Zika vírus é capaz de imitar um dos genes que controlam o sistema imunológico, o NS1, confundindo nossas defesas ao se camuflar no organismo. Ao que tudo indica, trata-se de uma estratégia evolutiva desenvolvida por esse micro-organismo destinada a facilitar sua reprodução e, por consequência, sua perpetuação.

Em contrapartida, cérebros fetais e neurônios têm sido produzidos para estudo em laboratório.

Por que, então, não se fabricam linfócitos TCD4 super-reforçados? Desse modo, aumentando significativamente a quantidade desses linfócitos, agora super-resistentes, administrando-se o coquetel antiviral da AIDS, a Fosfoetanolamina sintética, e a nova fórmula que parece ser revolucionária, composta por três elementos já conhecidos,  assim nomeada D6501, se chegaria a um consenso em termos de uma possível cura das doenças que continuam desafiando a ciência, mesmo com todo o avanço tecnológico.

A função dessa recente descoberta dentro da célula é bloquear a reprodução do vírus da Zika. Esse novo antiviral impede a maturação celular, sem a qual não é capaz de infectar novas células.

A D6501, voltada para o combate à dengue, à Zika e à Chikungunya, vem sendo desenvolvida por um time de cientistas da Fiocruz, empenhados em montar o quebra-cabeça. Tendo a quercetina, um flavonoide comumente encontrado em vegetais e frutas, como um dos componentes da fórmula, exerce o papel de agente interferente.


 

Como de praxe, os vírus, para se replicarem, dependem fundamentalmente das células do organismo.

De acordo com o Biólogo e Virologista Ivan Neves Júnior, um dos membros da equipe, a quercetina é capaz de reduzir a entrada do vírus nas células, porque age interferindo na ligação entre o vírus e a membrana da célula. Para os vírus que ainda assim conseguem penetrar na célula, a quercetina interfere novamente, atuando em uma enzima responsável pela replicação do vírus. Seria a transcriptase reversa, a mesma responsável pela multiplicação do HIV? E se ainda assim ele conseguir se reproduzir dentro da célula, a quercetina atua na fase final de amadurecimento do vírus. Sem conseguir maturar, o novo vírus será incapaz de infectar novas células. Então, o ciclo do vírus termina em poucos dias.

Tudo isso foi exposto numa reportagem espetacular divulgada pelo jornal extra e assinada pela jornalista Flávia Junqueira.

O mais incrível de toda essa exposição são justamente as semelhanças observadas em ambas as descobertas, tanto do professor Gilberto Chierice, como dos criadores do D6501.

Por exemplo, comparando os gráficos relativos aos estágios de maturação do vírus da aids com o mecanismo de ação do novo antiviral, o ciclo é praticamente o mesmo. Com uma diferença: o HIV, ao ter seu roteiro no interior da célula maturado, dela sai espalhando contaminação às demais. O coquetel bloqueia sua ação replicante.

O vírus da Zika faz o mesmo percurso. Porém, de acordo com os pesquisadores do d6501, ao ser liberado da célula ainda imaturo, o novo vírus não terá mais capacidade de infectar novas células.

Agora, vamos repetir a descrição da Fosfoetanolamina: é uma molécula presente na membrana plasmática dos seres humanos, com propriedades anti-inflamatórias ligadas às defesas do organismo.

Ora, o vírus da dengue, ao se instalar no interior das células, via corrente sanguínea, provoca também um processo inflamatório, até evoluir, nos casos mais graves, à hemorragia. E isso, conforme foi explicitado anteriormente, guarda uma semelhança com a Fosfoetanolamina que, obviamente, acha-se ligada às defesas do organismo.

Devido aos pontos comuns observados, tanto no câncer, na AIDS, e agora na dengue, Zika e Chikungunya podemos arriscar algumas hipóteses. A primeira é que a Fosfoetanolamina sintética poderia ser experimentada também na cura da Zika e da AIDS.

A segunda - essa mais provável - que a fórmula D6501, igualmente poderá desempenhar o mesmo papel na cura da AIDS.

A ciência, ao atirar no que vê pode, sem saber, estar acertando no que não vê!!!

Como especular não ofende, na minha opinião pessoal com a qual ninguém está obrigado a concordar, a dengue e a malária seriam o resultado  dos efeitos colaterais das pragas do antigo Egito, da época de Moisés, que permaneceram incubadas nas florestas subsaarianas, ressurgindo em nossos dias com força total.

Para concluir dizendo que a bioestratégia, parte inseparável do jornalismo investigativo científico, sob a sigla (Joice) pode ser um importante auxiliar da ciência em suas descobertas.

Mais sobre este e outros assuntos correlatos pode ser encontrado na minha página do YouTube.

Bem, trazendo essa guerra de vida ou morte travada no interior do corpo para uma análise compreensiva aqui fora, chegamos à conclusão de que trata-se de uma batalha apocalíptica do bem contra o mal. Portanto, como essa é uma luta desigual, do mal querendo sobrepujar o bem, vence quem usar a melhor estratégia e tiver disponível o mais eficaz armamento. Daí a importância do bioestrategista, uma nova disciplina acadêmica aqui proposta.

O fenômeno do apoptose, por exemplo, descrito pelo criador da Fosfoetanolamina sintética, que ocorre quando o sistema imunológico do organismo identifica e ataca as células tumorais, passando essas a se autodestruírem, poderia ser comparado ao terrorista que se explode no meio da multidão. Com uma diferença: este, com seu gesto de desrespeito à vida, sacrifica pessoas inocentes; ao passo que na apoptose os tumores simplesmente se autodestroem, num efeito dominó.

FEBRE AMARELA  X  DENGUE

Ainda não temos uma vacina contra a dengue, mas elas estão sobrando no combate à febre amarela que voltou com força assustadora devido ao desequilíbrio ambiental provocado pela tragédia de Mariana. Haja vista a preocupante morte de primatas, vítimas do vírus proveniente da África que vem atacando uma espécie despreparada para se defender naturalmente.

Ora, conforme é sabido, o aedes aegypti também transmite o vírus do mal que se pensava haver sido erradicado por Oswaldo Cruz.

As perguntas que não querem calar são:

1º - Com a imunização em massa das populações de Minas e Espírito Santo, não teria caído o número de casos de dengue nesses estados ?

2º - Ao vacinar as pessoas contra a febre amarela, a ciência estaria, sem saber, atirando novamente no que vê, porém, acertado no que não vê?

Está na hora de se fazer uma pesquisa a fim de confirmar ou refutar a suspeita, segundo a qual, a vacina contra a febre amarela imunizaria também contra a dengue. 

Bases estruturais do jornalismo investigativo científico

A informação, hoje, além de democrática, acha-se globalizada. Logo, encontra-se disponível a qualquer um.

No entanto, a forma de processar a informação no campo específico em que ela é acessível, é que distingue o pesquisador acadêmico do simples curioso, já que o termo leigo há muito deixou de existir na prática. Isso inclui o método, ou seja, a maneira lógica de reunir fatos esparsos e concatenar ideias criativas a fim de se chegar a uma conclusão surpreendente, e, desse modo, abrir caminho a novas conquistas ou descobertas.

É justamente nessa linha de pensamento que se enquadra o jornalismo investigativo científico, sob a sigla JOICE, que pode ser voltado a várias frentes, inclusive - lógico - à científica.

Vale lembrar que, nesses dias que correm, com a riqueza, facilidade e rapidez das informações que circulam pelo mundo, praticamente de graça, a palavra leigo, conforme citado acima, foi riscada do dicionário.

Portanto, só não pesquisa quem não quer, ou se sente incapaz de fazê-lo pela falta de uma base mínima de conhecimento.

Por outro lado, existem duas classes de pesquisadores, a dos generalistas e a dos especialistas.

Apesar de aos especialistas caber o maior número de descobertas, no entanto, eles são incapazes de vislumbres maiores, de confrontos e comparações com outros ramos científicos que lhes possibilitem chegar a conclusões inusitadas. Isto, pela incapacidade ou desinteresse mesmo de unir fatos esparsos para chegar a deduções inéditas e reveladoras. Esta é uma habilidade mais condizente com os generalistas. 

Com efeito, os bioestrategistas são revelados justamente no âmbito dos generalistas.


Trabalho de pesquisa realizado pelo jornalista Roberto Vassallo, propositor do jornalismo investigativo científico, sob a sigla Joice, e da bioestratégia como nova disciplina acadêmica.

Notícias relacionadas

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS

Compatilhe nas Redes Sociais!

comentários