10/04/2018 - 07:56h - Autor: Chico Vellozo

Um velho ser

Um velho ser


Nada como o passar do tempo, não tem volta, e o que foi ficou pra trás. Reviver momentos marcantes é como beber café requentado, não tem o mesmo frescor do instante único vivido anteriormente. A felicidade é um estado imaginário e não um momento definitivo. O tempo passa e com ele as circunstâncias que nos levaram a considerar algo inesquecível. 

“É preciso estar atento e forte não temos tempo pra temer a morte”, esse refrão da música “Divino, maravilhoso”, dos velhos baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso( eles já foram "novos baianos" um dia), nos dá uma opção circunstancial para encararmos o processo inexorável da existência: viver com intensidade! A contagem do nosso tempo de vida só é interrompida com a morte. Se pensarmos nela, não vivemos. É estranho isso tudo! Parece tão simples o processo: nascer, viver e morrer. Assim seria se não se tratasse de vidas humanas que se perpetuam através de seus legados. Até hoje se reverenciam pessoas que viveram em priscas eras e deixaram as marcas significativas de suas passagens pela terra. Sócrates, Arquimedes, Beethovem, Mozart, Jimi Hendrix, Elvis Presley, Santos Dumond, Albert Einstein, entre muitos outros, continuam vivos para aqueles que têm um mínimo de cultura. Serão sempre “figuras fáceis” na memória coletiva de muitas gerações, verdadeiros imortais em função das suas realizações. 

É tudo muito fugaz, pois é tênue a linha que separa a vida da morte! Sou grato por esse átimo na imensidão da eternidade e me esforço por fazer merecer minha existência. Vejo que tudo muda com a idade e percebo que tenho mais para fazer do que já fiz, mas o tempo é curto! Envelhecer é um doloroso processo de purificação que resulta na descoberta da nossa própria essência. Um verdadeiro encontro com nós mesmos! Não se deve ter nostalgia, pois nada será como antes. Com o tempo tudo se simplifica, ou não, no velho ser! 

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